Guerra no Médio Oriente

Louçã considera que "Governo fez o que tinha de fazer" para proteger portugueses que seguiam na flotilha

O antigo coordenador do Bloco de Esquerda, Francisco Louçã, considera que o Governo cumpriu com as obrigações ao proteger os portugueses na flotilha. No aeroporto, elogiou a bravura dos ativistas.

Francisco Louçã
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Os portugueses detidos por Israel na noite da passada quarta-feira, regressaram este domingo a Portugal. No aeroporto Humberto Delgado, em Lisboa, foram recebidos por centenas de pessoas. Entre elas, o antigo coordenador do Bloco de Esquerda, Francisco Louçã. 

Em declarações aos jornalistas, elogiou a "bravura" e a "valentia extraordinária" dos quatro ativistas e considerou que o Governo cumpriu com as obrigações ao proteger os portugueses na flotilha.

"Esta iniciativa foi de uma bravura, de uma valentia extraordinária, não pela travessia do Mediterrâneo, as dificuldades que tiveram, os ataques à flotilha… enfim todas as dificuldades. Mas por saberem que iam enfrentar esta dificuldade e trazer um movimento de solidariedade a uma grandeza enorme", começou por dizer aos jornalistas. 

"O Ministério cumpriu as suas obrigações nos últimos dias. A embaixadora foi impecável e, portanto, isto não é uma questão de conflito com o Governo. O Governo fez o que tinha a fazer nestes últimos dias", considerou ainda o antigo coordenador do Bloco de Esquerda. 

No entanto, não deixou de mencionar que "houve apoio" do Governo, mas "houve um ministro que, como sabem, é contra o reconhecimento do Estado da Palestina, é contra a opção do Governo e quis ajudar Netanyahu com uma acusação imbecial". 

Francisco Louçã referiu-se a Nuno Melo, ministro da Defesa Nacional, que, numa ação de campanha, classificou como "panfletária e irresponsável" a participação de portugueses na flotilha humanitária rumo à Faixa de Gaza, sublinhando estar sempre "pelo lado da democracia e da liberdade".