São as últimas imagens em vida. Foram captadas na noite de 6 de outubro de 2023. Revelam a viagem para um festival de música que, horas depois, faria manchetes em todo o mundo. Daniela estava longe de imaginar que a única irmã estava entre as centenas de vítimas. A jovem israelita tinha 23 anos e era natural de Lisboa.
O pai tinha até feito a promessa de levar a filha a conhecer a cidade onde nascera e que deixara com apenas um ano e meio. O regresso a Portugal estava a ser planeado, mas nunca chegou a acontecer.
A jovem estava no festival de música Nova e foi do recinto que assistiu ao início do maior ataque de sempre do Hamas. A fuga do festival foi feita de carro com mais três amigos. Seguiram pela Nacional 232 em direção a sul, mas foram travados numa emboscada. Os dois amigos que também seguiam na viatura conseguiram escapar com vida e chegar a um lugar seguro.
Era manhã de 7 de outubro. Israel e o mundo estavam ainda longe de conhecer a dimensão do massacre. Ligaram para familiares, amigos, hospitais de todo o país, mas teriam de esperar até à noite para receber a pior visita de sempre.
Dois anos depois permanecem a angústia e uma ferida aberta, mas a família diz que nem o vazio deixou espaço a qualquer desejo de retaliação. O maior ataque de sempre em Israel tirou a vida a cerca de 1200 pessoas e viria a mudar para sempre a história do Médio Oriente.
