Guerra no Médio Oriente

A vida regressa às ruas (ou o que sobra delas) de Gaza: "A situação ainda é terrível"

"Não tínhamos esperança de voltar para as nossas casas", admite uma deslocada palestiniana, afirmando que "a situação ainda é terrível em Gaza". Em Israel, espera-se o regresso dos reféns do Hamas. Trump vai a Telavive na segunda-feira.

Faixa de Gaza
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Na fragil janela temporal, após a entrada em vigor de cessar-fogo, e antes da troca dos 48 reféns por cerca de 1.000 prisioneiros palestinianos nas cadeias israelitas, improvisa-se um mercado para os deslocados da guerra na Faixa de Gaza.

"Não tínhamos esperança de voltar para as nossas casas, fomos deslocados. A nossa situação ainda é terrível em Gaza, sem casas nem nada. Também perdermos os nossos amigos e entes queridos", dia Um Saryyeh, palestiniana deslocada.

Uma dor partilhada dos dois lados da fronteira. A também improvisadamente batizada praça dos reféns em Telavive tem sido, ao longo dos dois anos de guerra, o ponto focal dos familiares dos cativos.

Este sábado á noite, foi tomada de assalto pelo genro, filha e enviado de Trump, com mensagens de louvor difíceis de engolir para quem tem discordado desde sempre da politica de Benjamin Netanyahu, que apostou numa ofensiva em Gaza.

Trump visita Israel e Egito

Este domingo as ruas de Telavive e de Jerusalém amanheceram com os preparativos da visita de Donald Trump.

O presidente dos Estados Unidos vêm a Isarel colher louros do plano de paz, numa visita - prevista para esta segunda feira - primeiro ao Parlamento israelita e depois ao Egito, onde decorrer a chamada Cimeira da Paz.