Há incerteza em Gaza 24 horas depois de assinado o acordo de paz. Israel terá abatido seis palestinianos, na alegando aproximaram das tropas israelitas. E há fúria entre as famílias israelitas que ainda esperam pelos reféns mortos pelo Hamas.
Os camiões com ajuda humanitária já circulam nalgumas zonas da Faixa de Gaza. O pão já está a ser cozido em padarias e em quantidade. As caixas com bens essenciais já estão a ser distribuídas, à mão, no terreno, em zonas seguras. Os sistemas de abastecimento de água já começaram a ser reparados.
O movimento da população é já de regresso às zonas de onde foi obrigada a sair para não ficar à mercê dos bombardeamentos israelitas.
Os palestinianos, ouvidos pela agência Reuters, agradecem a paz, o poder voltar a casa ou ao que resta dela mesmo que a desconfiança em relação a Israel não se apague de um dia para o outro.
Os abraços parecem já milhões de abraços apertados de familiares e amigos palestinianos que se reencontram. Quase 2 mil prisioneiros palestinianos, agora libertados por Israel em troca da entrega dos reféns israelitas feitos pelo Hamas, há dois anos.
Os que estão vivos já voltaram a Israel.
As famílias israelitas reclamam ainda os corpos de 24 reféns. O ministro israelita da defesa diz que o prazo termina esta terça-feira. Telavive avisa que qualquer atraso será visto como uma violação do acordo de cessar-fogo. A Cruz Vermelha explica que o regresso dos corpos pode demorar.
A tensão continua. Israel dispara e mata palestinianos que acusa de terem tentado chegar próximo das tropas israelitas apesar da proibição.
O Hamas estará a colocar elementos armados em várias zonas da Faixa de Gaza, de acordo com o jornal The Guardian.
Donald Trump regressa aos Estados Unidos depois da assinatura de um acordo de paz numa cerimónia na cidade egípcia de Sharm el-Sheikh, onde estiveram mais de vinte líderes mundiais, mas não o primeiro-ministro israelita nem quaisquer dirigentes do Hamas.
Mesmo assim, Trump diz acreditar que Gaza vai ser reconstruída e garante que ainda não se decidiu se é a favor da solução dos dois estados, lado a lado.

