Vende-se laranjas num mercado em Nuseirat, a menos de 10 quilómetros a sul da cidade de Gaza. É um sinal da tentativa de regresso ao dia a dia que os palestinianos deixaram de poder ter depois de 7 de outubro de 2023.
Mas, dois anos depois, os preços estão descontrolados, como explica Mohammed Khalifa. O palestiniano de 57 anos diz que o mercado de frutas e legumes mais parece um mercado de ações, alvo de alta especulação financeira. Mahammed explica que, por vezes, bastam 10 minutos para o preço do mesmo produto disparar.
Com grande parte da população sem receber salário e com o inverno a chegar, a preocupação adensa-se: Como controlar os preços de bens essenciais, ainda para mais sabendo da fragilidade do cessar-fogo, em vigor desde 10 de outubro?
Ataques continuam em Gaza
Para Israel, o plano de paz implica, na primeira fase, desarmar o Hamas e impedir que volte a governar a Faixa de Gaza. Esse objetivo tem servido a Israel para continuar a atacar a região.
A agência Reuters diz que, no terreno, há palestinianos que garantem estar, de novo, a sentir-se a ação do Hamas na região.
Dizem que o grupo monitoriza tudo o que entra nas zonas que a organização controla e cobra taxas sobre alguns produtos importados pelo setor privado, como combustível e cigarros. O próprio Hamas assume que está atento à compra e venda local.
Esta sexta-feira, Israel devolveu os corpos de 15 prisioneiros palestinianos. Foi a décima terceira ronda de troca de corpos, acordada no cessar-fogo que prevê a entrega de 15 palestinianos por cada corpo de um refém israelita entregue.
