A crescente onda de violência de colonos israelitas contra palestinianos na Cisjordânia está a gerar preocupação nos Estados Unidos. Mesmo depois de o exército israelita ter intervindo para reagir aos ataques, os incidentes continuam a repetir-se.
Durante a noite, incendiaram uma mesquita e vandalizaram as paredes exteriores com palavras de ódio e de vingança.
“As janelas do lado norte foram partidas e foi derramada uma substância inflamável (...) os efeitos são evidentes no Alcorão e nas suas cópias que estavam nas estantes”, contou uma testemunha.
O incêndio criminoso ocorre um dia depois de as Forças de Defesa de Israel terem respondido a um novo incidente e reconhecido um aumento acentuado de casos de terrorismo perpetrados por judeus ultraortodoxos na Cisjordânia.
Imagens de videovigilância mostram dezenas de colonos israelitas, com o rosto coberto e armados com paus, a invadirem uma exploração de laticínios e a atacarem os trabalhadores.
“Cerca de 60 a 70 colonos entraram nas nossas instalações e começaram a agredir os nossos funcionários. Pedimos que se protegessem e se mantivessem em segurança. Eles refugiaram-se no interior da fábrica, mas os colonos continuaram a atacar o exterior, atirando pedras às janelas e incendiando os nossos camiões”, explicou o diretor da fábrica.
A polícia israelita informou ter detido quatro suspeitos para interrogatório. Só no mês de outubro foram registados cerca de 270 ataques de colonos contra palestinianos.
As autoridades de Israel afirmam que se trata de grupos marginais, que não representam a maioria dos colonos, mas destacam que os incidentes envolvendo soldados israelitas também têm aumentado.
O secretário de Estado dos EUA, Marco Rubio, declarou que há “alguma preocupação de que os acontecimentos na Cisjordânia se espalhem e prejudiquem o que estamos a tentar fazer em Gaza”.
O presidente de Israel, Yitzhak Herzog, também condenou a onda de ataques contra palestinianos na Cisjordânia e apelou a uma reação firme das autoridades.

