Guerra no Médio Oriente

Presidente chinês defende que Faixa de Gaza fique sob controlo palestiniano durante reconstrução

Por ocasião do Dia internacional de solidariedade com o povo palestiniano, Xi sublinhou que qualquer estrutura pós-guerra deve respeitar "a vontade do povo palestiniano" e ter em conta as preocupações legítimas dos países da região.

Presidente chinês defende que Faixa de Gaza fique sob controlo palestiniano durante reconstrução
Maxim Shemetov/Reuters

O Presidente chinês pediu que a reconstrução da Faixa de Gaza seja realizada sob o princípio "palestinianos governam a Palestina" e exortou a comunidade internacional a promover um "cessar-fogo abrangente e duradouro".

Xi Jinping afirmou que a questão palestiniana "afeta a equidade e a justiça internacionais" e constitui "um teste à eficácia do sistema de governação global", referiu o Ministério dos Negócios Estrangeiros chinês.

Numa mensagem enviada para uma reunião da ONU, na terça-feira, o líder chinês defendeu que a comunidade internacional deve "assumir responsabilidades, corrigir injustiças históricas e defender a justiça".

Por ocasião do Dia internacional de solidariedade com o povo palestiniano, Xi sublinhou que qualquer estrutura pós-guerra deve respeitar "a vontade do povo palestiniano" e ter em conta as preocupações legítimas dos países da região.

O líder chinês insistiu que os esforços devem "ancorar-se na solução de dois Estados", para alcançar um acordo político "abrangente, justo e duradouro".

O Presidente chinês referiu que a prioridade imediata é melhorar a situação humanitária e aliviar o sofrimento dos civis em Gaza, e reiterou que Pequim, enquanto membro permanente do Conselho de Segurança, "continuará a apoiar a causa justa do povo palestiniano para restaurar os seus direitos nacionais legítimos".

A mensagem surge poucos dias depois de o Conselho de Segurança ter aprovado uma resolução, baseada em um plano do Presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, que estabelece uma força de segurança internacional para Gaza até 2027.

A China absteve-se na votação, afirmando que o texto "é vago" em aspetos fundamentais e não reflete suficientemente a soberania palestiniana, críticas também partilhadas pela Rússia.

Pequim tem insistido, nas últimas semanas, que qualquer acordo pós-guerra deve evitar fórmulas de tutela externa e ser reforçado por um processo político que dê protagonismo aos palestinianos.

O porta-voz chinês Fu Cong advertiu no Conselho de Segurança que, na abordagem aprovada, "a Palestina é pouco visível" e os mecanismos de governação propostos carecem de clareza.