Israel e Hamas acusam-se mutuamente de violações sucessivas ao acordo de cessar-fogo, numa altura em que as forças israelitas têm lançado ataques, um deles a um carro numa zona movimentada, que matou, pelo menos, cinco pessoas. Outra ofensiva, durante a noite, teve como alvo um campo de refugiados e fez mais cinco mortos. Nas últimas horas, morreram mais de 20 pessoas e 80 ficaram feridas.
O exército de Israel fala em operações militares depois de violações do cessar-fogo, que o Hamas desmente. O lado palestiniano diz que Israel já violou o acordo de cessar-fogo quase 500 vezes no período de um mês e meio.
Um jornal saudita diz que uma delegação do Hamas já está no Cairo, no Egito, para discutir a escalada de tensão na Faixa de Gaza e avaliar a transição para a segunda parte do acordo.
Entretanto, o primeiro-ministro de Israel garante que o país vai continuar a atacar sempre que houver sinais de refortalecimento do Hamas e do Hezbollah.
Pouco tempo depois das declarações de Benjamin Netanyahu, Israel atacava Beirute, a capital do Líbano, pela primeira vez em meses. O alvo era a segunda figura mais importante do Hezbollah, cuja morte foi confirmada.
O Líbano defende que Israel está a ignorar os apelos para um cessar-fogo e pediu a intervenção da comunidade internacional.

