Dois anos de guerra fizeram de Gaza um escombro. Mais de 90% dos edifícios sucumbiram às bombas israelitas, numa ofensiva que destruiu hospitais, escolas, mesquitas, comércio e serviços, o tecido urbano e social do território, onde mais de 67 mil pessoas foram mortas e a quase totalidade da população, dois milhões de pessoas, foi forçada a deslocar-se.
Serão precisas décadas, avisam as Nações Unidas, para que Gaza renasça, e pelo menos 60 mil milhões de dólares. Quem vai pagar a fatura da devastação que Israel causou em Gaza, ninguém sabe.
A tarefa é colossal. Para construir será preciso retirar 60 milhões de toneladas de destroços, onde há materiais perigosos e munições por explodir, mas também milhares de corpos que será preciso identificar.
O caminho é longo e será penoso, mas este fim de semana os palestinianos pegaram em pás e deram início a uma operação de limpeza que envolveu organizações locais e agências das Nações Unidas.
Com apenas 41 quilómetros de comprimento e 10 quilómetros de largura, Gaza é um dos territórios mais densamente povoados do mundo, improvisados ou nos escombros de cidades que o exército israelita terraplanou.