Conflito Israel-Palestina

Faixa de Gaza lança campanha de limpeza para promover a reconstrução do enclave

Com mais de 90% dos edifícios destruídos, a Faixa de Gaza lançou este fim de semana uma campanha de limpeza para apelar à reconstrução do enclave, com a participação de organizações locais e agências das Nações Unidas.

Um homem palestiniano carrega sacos de lenha depois de os ter recolhido do lixo em Khan Younis, no sul da Faixa de Gaza, no sábado, 15 de novembro de 2025.
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Dois anos de guerra fizeram de Gaza um escombro. Mais de 90% dos edifícios sucumbiram às bombas israelitas, numa ofensiva que destruiu hospitais, escolas, mesquitas, comércio e serviços, o tecido urbano e social do território, onde mais de 67 mil pessoas foram mortas e a quase totalidade da população, dois milhões de pessoas, foi forçada a deslocar-se.

Serão precisas décadas, avisam as Nações Unidas, para que Gaza renasça, e pelo menos 60 mil milhões de dólares. Quem vai pagar a fatura da devastação que Israel causou em Gaza, ninguém sabe.

A tarefa é colossal. Para construir será preciso retirar 60 milhões de toneladas de destroços, onde há materiais perigosos e munições por explodir, mas também milhares de corpos que será preciso identificar.

O caminho é longo e será penoso, mas este fim de semana os palestinianos pegaram em pás e deram início a uma operação de limpeza que envolveu organizações locais e agências das Nações Unidas.

Com apenas 41 quilómetros de comprimento e 10 quilómetros de largura, Gaza é um dos territórios mais densamente povoados do mundo, improvisados ou nos escombros de cidades que o exército israelita terraplanou.