Guerra Rússia-Ucrânia

“Se houver uma explosão nuclear é o fim de todos na Europa”, avisa o Presidente Zelensky

KYIV,UKRAINE – MARCH 3: [FRANCE OUT] IMAGES EMBARGOED FROM USAGE IN FRANCE FOR 30 DAYS FROM CAPTURE DATE) Ukrainian President Volodymyr Zelensky looks on at a press conference for selected media at his official residence the Maryinsky Palace on March 3,2022 in Kyiv, Ukraine. (Photo by Laurent Van der Stockt for Le Monde/Getty Images)
KYIV,UKRAINE – MARCH 3: [FRANCE OUT] IMAGES EMBARGOED FROM USAGE IN FRANCE FOR 30 DAYS FROM CAPTURE DATE) Ukrainian President Volodymyr Zelensky looks on at a press conference for selected media at his official residence the Maryinsky Palace on March 3,2022 in Kyiv, Ukraine. (Photo by Laurent Van der Stockt for Le Monde/Getty Images)

O Presidente da Ucrânia apela a uma ação imediata da Europa perante “um nível de terrorismo sem precedentes”.

Após o ataque à central nuclear de Zaporizhzhia, a maior na Europa, o Presidente ucraniano avisa que só a decisão de fechar o espaço aéreo da Ucrânia poderá permitir impedir a Rússia de bombardear centrais nucleares. Volodymyr Zelensky tem vindo a repetir também a urgência de agravar as sanções impostas a Moscovo e deixa um apelo aos cidadãos russos: “protestem”.

Se houver uma explosão é o fim de todos, é o fim da Europa. Só a ação urgente da Europa poderá travar as tropas russas, não permitam que uma catástrofe numa central nuclear seja o fim da Europa. A Europa tem de acordar agora. (…) Os carros de combate russos que dispararam sobre a central (…) são equipados com câmaras térmicas, ou seja, sabem bem para onde disparam. Eles preparam-se para isto.“, avisa Zelensky.

Para travar esta situação, o Presidente ucraniano reitera que “é necessário reforçar imediatamente as sanções contra o país que é um terrorista nuclear” e “fechar imediatamente o espaço aéreo ucraniano porque só essa medida poderá garantir que a Rússia não atingirá infraestruturas nucleares com rockets e bombardeamentos aéreos”.

“Isto é terrorismo a um nível sem precedentes”

As forças russas atacaram a central nuclear de Zaporizhzhia, “a maior central nuclear da Europa”, e que, segundo Zelensky, “pode ser seis vezes mais perigosa do que Chernobyl”.

“Os carros de combate russos sabiam o que estavam a atacar e tinham a central como alvo direto. Isto é terrorismo a um nível sem precedentes”, acrescentou, fazendo um apelo aos cidadãos russos: “Têm de dizer às vossas autoridades, têm de sair à rua e dizer que querem viver neste planeta sem contaminação radioativa. A radiação não sabe onde é a Rússia, não sabe onde são as fronteiras do vosso país“.

Mundo à beira da maior catástrofe nuclear da história

Na noite desta quinta-feira, oitavo dia da invasão, as forças russas bombardearam a maior central nuclear da Europa, no sul da Ucrânia, onde deflagrou um incêndio entretanto extinto pelos bombeiros.

O regulador nuclear estatal da Ucrânia garantiu que os seis reatores de Zaporizhzhia não foram afetados e que o incêndio atingiu apenas um edifício e um laboratório do local.

O regulador informou também que os reatores nucleares permanecem intactos e que não houve mudanças no ‘status’ de radiação, acrescentando que os seus especialistas estão em contacto com os engenheiros da central nuclear.

Os reatores permanecem intactos, há danos na construção do compartimento do reator da unidade de energia nº 1, o que não afeta a segurança do reator. Os sistemas e elementos importantes para a segurança da central nuclear estão a funcionar. Nenhuma mudança no estado de radiação foi registada no momento“, refere o relatório do regulador.

O fogo, que abrangeu uma área de 2.000 metros quadrados, foi extinto às 6:20 locais (4:20 em Lisboa).

A propriedade danificada está localizada fora da central, na qual, segundo as autoridades ucranianas, os níveis de radioatividade estão dentro dos limites normais. No entanto, o ministro da Energia da Ucrânia, Herman Galuschenko, alertou para a possibilidade de o mundo estar à beira da maior catástrofe nuclear da história do uso pacífico de energia atómica.

Galuschenko denunciou que as tropas russas usaram tanques, artilharia e foguetes contra a central nuclear de Zaporizhzhia, apensar de “conhecerem as consequências catastróficas das suas ações”.

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