Guerra Rússia-Ucrânia

Britânico capturado pelos separatistas pró-russos na Ucrânia morre em cativeiro

Paul Urey e Dylan Healy trabalhavam como voluntários na ajuda humanitária na Ucrânia quando foram capturados por soldados pró-russos a 29 de abril.

Britânico capturado pelos separatistas pró-russos na Ucrânia morre em cativeiro

O britânico Paul Urey, capturado em abril pelos separatistas pró-russos no leste da Ucrânia durante uma missão humanitária, morreu em cativeiro a 10 de julho, anunciaram as autoridades separatistas de Donetsk.

"Apesar da gravidade dos (seus) crimes, Paul Urey estava a receber assistência médica adequada. Apesar disso, na sequência do seu diagnóstico e do stresse, ele morreu a 10 de julho", anunciou no Telegram a responsável pelos direitos dos separatistas na região de Donetsk, Daria Morozova, afirmando que se tratava de um mercenário e não um trabalhador humanitário.

Paul Urey é um dos dois britânicos que trabalhavam como voluntários na ajuda humanitária na Ucrânia capturados por soldados pró- russos a 29 de abril, avançou na altura a organização inglesa Presidium Network.

Organização sem fins lucrativos com sede no Reino Unido, a Presidium Network anunciou em 29 de abril que dois trabalhadores humanitários que conhecia, Paul Urey e Dylan Healy, tinham sido capturados pelo exército russo no sul do país quanto tentavam retirar uma mulher e duas crianças.

Na altura a mãe de Urey cnfirmou que o filho estava em missão humanitária, que sofria de diabetes e precisava de insulina.

Na publicação de hoje no Telegram, Daria Morozova disse que as autoridades britânicas sabiam que Urey estava detido pelas forças armadas de Donetsk, mas que nada fizeram nada por ele.

Acusa Urey de ter "dirigido operações militares, recrutado e treinado mercenários para grupos armados ucranianos".

Segundo ela, o falecido sofria de diabetes, problemas renais, respiratórios e cardíacos, além de stress. Sobre Dylan Healy nada diz.

Neste território separatista de Donetsk, cuja independência Moscovo reconheceu pouco antes de lançar o ataque de 24 de fevereiro à Ucrânia, foram já condenados à morte dois outros britânicos e um marroquino acusados de serem mercenários.