Guerra Rússia-Ucrânia

Bombardeamentos perto da central nuclear de Zaporíjia: "Estamos sentados num barril de pólvora"

Loading...

O comentador da SIC, José Milhazes, analisa os recentes ataques em Zaporíjia e as possíveis repercussões.

Prosseguem os ataques perto da central nuclear de Zaporíjia, com a Ucrânia e a Rússia a acusarem-se mutuamente. O comentador da SIC, José Milhazes, defende que "estamos sentados num barril de pólvora, desta vez, nuclear".

O comentador da SIC, José Milhazes, acredita que a Rússia não irá abdicar da central nuclear de Zaporíjia, "porque é um meio de chantagem fundamental para a ocupação da região".

"A Rússia se tiver que recuar no terreno, no Sul, devido a ofensiva ucraniana, certamente que a última coisa que abandonará será a central de Zaporíjia", entende José Milhazes.

O comentador da SIC encontra-se na Estónia, onde há uma grande preocupação perante uma possível invasão do país pela Rússia, visto que as pessoas "ainda têm bem vivas na memória, as consequências da explosão da central de Chernobyl".

"É urgente que a comunidade internacional tome medidas para evitar estes ataques, embora seja difícil prever ver que tipo de medidas", considera.

A empresa ucraniana que opera a central afirmou que os russos acertaram cinco vezes perto de um depósito de material radioativo.

Os militares russos controlam a central nuclear de Zaporíjia, a maior da Europa, desde os primeiros dias da sua intervenção militar na Ucrânia.

Moscovo acusou nos últimos dias os ucranianos de atacar a central e promover o "terrorismo nuclear", enquanto a Ucrânia culpa a Rússia, ao manter tropas em Zaporíjia, de criar uma situação perigosa para a Europa.

Últimas Notícias
Mais Vistos