Guerra Rússia-Ucrânia

Operadora nuclear ucraniana Energoatom denuncia ciberataque russo

Operadora nuclear ucraniana Energoatom denuncia ciberataque russo
seksan Mongkhonkhamsao
Operação não foi interrompida.

A operadora ucraniana de centrais nucleares Energoatom denunciou um ataque cibernético russo "sem precedentes" contra o seu 'site' na Internet, especificando que a sua operação não foi interrompida.

"Em 16 de agosto de 2022, ocorreu o mais potente ciberataque desde o início da invasão russa contra o 'site' oficial da Energoatom", adiantou a operadora num comunicado no serviço de mensagens Telegram.

O 'site' "foi atacado a partir de território russo", acrescentou.

A ofensiva militar lançada a 24 de fevereiro pela Rússia na Ucrânia causou já a fuga de mais de 12 milhões de pessoas de suas casas -- mais de seis milhões de deslocados internos e mais de seis milhões para os países vizinhos -, de acordo com os mais recentes dados da ONU, que classifica esta crise de refugiados como a pior na Europa desde a Segunda Guerra Mundial (1939-1945).

Também segundo as Nações Unidas, cerca de 16 milhões de pessoas necessitam de assistência humanitária na Ucrânia.

A invasão russa -- justificada pelo Presidente russo, Vladimir Putin, com a necessidade de "desnazificar" e desmilitarizar a Ucrânia para segurança da Rússia - foi condenada pela generalidade da comunidade internacional, que está a responder com envio de armamento para a Ucrânia e imposição à Rússia de sanções que atingem praticamente todos os setores, da banca à energia e ao desporto.

A ONU confirmou que 5.514 civis morreram e 7.698 ficaram feridos na guerra, que hoje entrou no seu 174.º dia, sublinhando que os números reais serão muito superiores e só poderão ser conhecidos quando houver acesso a zonas cercadas ou sob intensos combates.