Guerra Rússia-Ucrânia

Putin condena "crime desprezível" o assassínio de filha de ideólogo do Kremlin

Putin condena "crime desprezível" o assassínio de filha de ideólogo do Kremlin
Pavel Byrkin
Jornalista e cientista política, Dugina era filha de Alexander Dugin, um ideólogo e escritor ultranacionalista que promove uma doutrina expansionista e que se apresenta como feroz defensor da ofensiva russa na Ucrânia.

O Presidente russo, Vladimir Putin, classificou como "crime desprezível" o assassínio da filha de um ideólogo que apoiava a ofensiva na Ucrânia, numa explosão do carro perto de Moscovo, que o Kremlin atribui a Kiev.

Um crime desprezível e cruel acabou prematuramente com a vida de Darya Dugina, uma pessoa brilhante e talentosa com um coração verdadeiramente russo.

Jornalista e cientista política nascida em 1992, Dugina era filha de Alexander Dugin, um ideólogo e escritor ultranacionalista que promove uma doutrina expansionista e que se apresenta como feroz defensor da ofensiva russa na Ucrânia.

Assassinato "cometido por serviços especiais ucranianos"

"O assassínio foi preparado e cometido por serviços especiais ucranianos", disse o FSB, a principal agência de informações da Rússia, num comunicado citado por agências russas.

Segundo as agências de informação russas, o carro conduzido por Darya Dugina foi alvo de um ataque de uma mulher de nacionalidade ucraniana, nascida em 1979, identificada pelo FSB como Natalya Vovk, que chegou à Rússia em julho com a filha menor, nascida em 2010.

Os serviços de informações dizem que Vovk, alugou um apartamento no prédio onde Dugina morava e a seguiu, acrescentando que tinha estado mesmo num festival em que a vítima e a sua filha tinham comparecido, antes do assassínio.

A Ucrânia já negou qualquer envolvimento no assassínio. Darya Dugina morreu na explosão do carro que conduzia na região de Moscovo, no sábado à noite, e as autoridades russas anunciaram de imediato a suspeita de um atentado que poderia ter como alvo Alexander Dugin.

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