Guerra Rússia-Ucrânia

Maior central nuclear da Europa desativada

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Foi desligado o último dos seis reatores de Zarporíjia, na Ucrânia.

A operadora nuclear ucraniana revelou, este domingo, que foi desligado o último dos seis reatores de Zaporíjia, após ter sido restabelecido o fornecimento de eletricidade a Enerhodar, cidade onde está localizada a maior central nuclear da Europa.

A Energoatom adiantou que uma das linhas que ligava a central à rede nacional ucraniana de eletricidade foi restaurada, na noite de sábado, permitindo à empresa encerrar o último reator.

A última linha de energia tinha sido cortada na segunda-feira, deixando a central sem qualquer tipo de fonte de energia exterior.

Zaporíjia era até ao momento alimentada pelo único dos seis reatores que se mantinha operacional, fornecendo energia aos seus sistemas de segurança.

No sábado, os presidentes ucraniano e francês, Volodymyr Zelensky e Emmanuel Macron, insistiram na necessidade de garantir a segurança de Zaporíjia, alertando para a "situação muito preocupante" vivida naquela infraestrutura.

De acordo com o Eliseu, citado por agências noticiosas, nesta conversa telefónica os dois presidentes reiteraram o apoio ao trabalho da Agência Internacional de Energia Atómica (AIEA), que na sexta-feira tinha alertado para a "situação insustentável" em Zaporíjia devido ao apagão em Enerhodar.

Zelensky e Macron sublinharam a exigência de garantir a retirada das tropas russas daquela zona para garantir a segurança em Zaporíjia.

Segundo o Presidente ucraniano foi dado muito tempo à crise na central nuclear de Zaporíjia.

"A nossa posição é que a única maneira de proteger a Europa de um desastre nuclear é desmilitarizar a central", afirmou.

Num vídeo publicado na página oficial da AIEA, na sexta-feira, o diretor-geral da agência, Mariano Grossi, deu conta da "grave situação" que aconteceu na noite de quinta-feira em Zaporíjia na sequência de um apagão em Enerhodar, devido a um bombardeamento que destruiu a infraestrutura de energia que alimenta a cidade.

"Esta é uma situação insustentável e cada vez mais precária. Enerhodar escureceu. A central nuclear não tem energia externa. E vimos que quando a infraestrutura foi reparada, acabou por ser danificada novamente", lamentou.

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