Guerra Rússia-Ucrânia

Rússia reconhece morte de quase 6 mil soldados russos desde início da guerra

Rússia reconhece morte de quase 6 mil soldados russos desde início da guerra
MIKHAIL KLIMENTYEV
O Ministério da Defesa russo divulgou os números da guerra na Ucrânia.

O ministro da Defesa da Rússia, Serguei Shoigu, reconheceu esta quarta-feira a morte de quase 6 mil soldados desde o início da nova campanha militar russa na Ucrânia, no passado dia 24 de fevereiro.

Em declarações à televisão pública russa, Shoigu declarou ainda que se registaram 61.207 baixas mortais entre os efetivos do Exército ucraniano.

"Não posso deixar de mencionar as nossas perdas. A última vez que as mencionámos foi há muito tempo. As nossas perdas na operação especial totalizam 5.937 homens", disse na televisão pública russa.

No passado dia 2 de março, o porta-voz do Ministério da Defesa, Igor Konashenkov, admitiu pela primeira vez a morte de 498 soldados russos na atual campanha militar contra a Ucrânia que começou no dia 24 de fevereiro.

No dia 25 de março, o Estado-Maior do Exército russo reconheceu a morte de 1.351 militares da Rússia.

Hoje, o Estado-Maior das Forças Armadas da Ucrânia declarou - no primeiro relatório diário - a morte de 55.110 soldados russos nos sete meses de intervenção militar.

Shoigu disse que do lado ucraniano morreram ou ficaram feridos "mais de 100 mil soldados".

O Presidente da Rússia, Vladimir Putin, anunciou esta quarta-feira uma "mobilização parcial" dos cidadãos do país, quando a guerra na Ucrânia está quase a chegar ao sétimo mês do conflito, numa mensagem dirigida à nação.

A medida, que entra já em vigor, obedece à necessidade de defender a soberania e a integridade territorial do país, sublinhou o chefe de Estado russo, na mensagem transmitida pela televisão.

A Rússia, que invadiu a Ucrânia em 24 de fevereiro, está pronta a utilizar "todos os meios" ao seu dispor para "se proteger", declarou Putin, que acusou o Ocidente de procurar destruir o país.

O anúncio de "mobilização parcial" dos russos em idade de combater abre caminho para uma escalada no conflito na Ucrânia.

"Considero necessário apoiar a proposta [do Ministério da Defesa] de mobilização parcial dos cidadãos na reserva, aqueles que já serviram (...) e com uma experiência pertinente", declarou.

"O decreto sobre a mobilização parcial foi assinado" e entra hoje em vigor hoje, acrescentou Putin, sublinhando "falar apenas de mobilização parcial", numa resposta a rumores surgidos nas últimas horas sobre uma mobilização geral.

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