Guerra Rússia-Ucrânia

UE pede à China que use a sua influência para acabar com guerra na Ucrânia

Os chefesa da diplomacia chinesa e russa,  Wang Yi e Sergei Lavrov, encontram-se em Nova Iorque na ONU, 22 de setembro de 2022.
Os chefesa da diplomacia chinesa e russa, Wang Yi e Sergei Lavrov, encontram-se em Nova Iorque na ONU, 22 de setembro de 2022.
RUSSIAN FOREIGN MINISTRY
Josep Borrell alerta para a "crise alimentar, energética e de instabilidade financeira, em todo o mundo" pro causa da guerra.

O alto representante da União Europeia (UE) para os Negócios Estrangeiros e a Política de Segurança, Josep Borrell, pediu hoje à China que use a sua influência sobre a Rússia para acabar com a guerra na Ucrânia.

Numa reunião à margem da Assembleia Geral das Nações Unidas, Borrell transmitiu ao ministro dos Negócios Estrangeiros chinês, Wang Yi, as “expectativas europeias de que a China usará a sua influência sobre a Rússia para acabar com a guerra, que está causar uma crise alimentar, energética e de instabilidade financeira, em todo o mundo”, de acordo com um comunicado emitido pelo gabinete de imprensa do Alto Representante.

Borrell também mencionou a situação "precária" em torno da central nuclear de Zaporíjia, enfatizando que um acidente nuclear pode acontecer a “qualquer momento” e que uma maneira de evitar uma crise nuclear deve ser discutida como prioridade.

UE vai "manter a ajuda militar à Ucrânia e aumentar as sanções à Rússia"

Os ministros dos Negócios Estrangeiros da União Europeia concordaram hoje em preparar novas sanções contra a Rússia, que se materializarão o mais rápido possível, conforme anunciado por Borrell.

Este novo pacote de sanções, em resposta à decisão de Moscovo de mobilizar 300.000 reservistas, vai afetar novos setores da economia russa, incluindo tecnologia, e incluirá novos indivíduos.

Além de discutir a guerra da Rússia contra a Ucrânia, Borrell e Wang discutiram questões de Direitos Humanos, incluindo a convocação de um Diálogo de Direitos Humanos UE - China para discutir questões preocupantes, concluiu o comunicado.

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