Guerra Rússia-Ucrânia

Antigo jogador da seleção russa chamado para combater na Ucrânia

Antigo jogador da seleção russa chamado para combater na Ucrânia
Matthew Lewis

Notícia já foi confirmada pelo pai do ex-futebolista, que fala em ilegalidade.

Diniyar Bilyaletdinov, antigo jogador russo de futebol, foi chamado para combater na Ucrânia. O antigo internacional pela seleção russa, de 37 anos, foi notificado após a mobilização de 300 mil reservistas por parte de Vladimir Putin.

O antigo atleta abandonou a carreira de futebolista profissional em 2018, após ter passado por clubes como Lokomotiv de Moscovo, Spartak de Moscovo, Anzhi, entre outros emblemas russos. O ex-atleta alinhou ainda pelo Everton, de Inglaterra, entre 2009 e 2012.

Pela seleção russa marcou seis golos em 46 partidas e esteve presente na histórica equipa que alcançou as meias-finais do Euro 2008.

Agora, aos 37 anos, Bilyaletdinov foi chamado para se juntar às forças russas, após a mobilização parcial decreta pelo Presidente do país. A notícia já foi confirmada pelo pai do antigo jogador, segundo reporta a agência russa Ria Novosti .

“Diniyar recebeu realmente uma notificação. É difícil falar de emoções, porque ele não serviu, embora tenha feito o serviço militar, mas foi num regime específico desportivo. Isso foi há 19 anos. Ou seja, sim, ele fez o juramento, mas serviu na linha desportiva", contou o progenitor de Diniyar.

Acrescenta ainda que a convocatória do filho não respeita a lei em vigor no país e que a notificação foi processada incorretamente.

“A lei diz para chamar pessoas de até 35 anos e ele tem 37, então há algum tipo de inconsistência. Agora será apurado se esta agenda está correta ou se foi enviada antecipadamente. Nada pode acontecer. Se houvesse uma mobilização geral, não havia qualquer questão. Mas neste caso, o Presidente decidiu-se por uma mobilização parcial e tudo deve ser feito conforme a lei", reiterou.

Na semanada passada, Vladimir Putin anunciou a mobilização de 300 mil reservistas face às exigências do conflito na Ucrânia. Essa decisão tem gerado revolta no país e já levou à saída do território nacional de milhares de russos em idade de combate.

Mais de mil pessoas foram presas nos últimos dias, em protestos contra o Kremlin.

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