Guerra Rússia-Ucrânia

Putin promete "respostas severas" em caso de novos "ataques terroristas" à Rússia

Putin promete "respostas severas" em caso de novos "ataques terroristas" à Rússia
GAVRIIL GRIGOROV

A capital ucraniana, Kiev, não era atacada desde 26 de junho.

O Presidente russo, Vladimir Putin, confirmou esta segunda-feira que ordenou bombardeamentos contra a Ucrânia na sequência da destruição parcial da ponte da Crimeia e prometeu “respostas severas” em caso de novos “ataques terroristas” contra a Rússia.

“Se as tentativas de ataques terroristas no nosso território continuarem, as respostas da Rússia serão severas e a sua escala corresponderá ao nível das ameaças colocadas”, disse Putin na abertura de uma reunião do Conselho de Segurança russo, transmitida pela televisão.

“Ninguém deve ter qualquer dúvida”, advertiu o líder russo, citado pela agência francesa AFP.

A Rússia bombardeou esta segunda-feira as regiões ucranianas de Kiev, Khmelnytskiy, Lviv, Dnipro, Vinnitsia, Zaporijia, Sumy, Kharkiv e Jitomir, provocando dezenas de mortos e feridos, bem como cortes de energia.

A capital ucraniana não era atacada desde 26 de junho.

Estes bombardeamentos seguiram-se à destruição parcial, no sábado, da ponte Kerch, que liga a Rússia à Crimeia e que simboliza a anexação da península ucraniana por Moscovo, em 2014.

Putin disse, no domingo, que a ponte foi alvo de um “ato terrorista” e responsabilizou os “serviços secretos ucranianos” pelo ataque.

Ao descrever os ataques desta manhã, Putin disse que o exército russo usou “armas de longo alcance de alta precisão” contra a “infraestrutura energética, militar e de comunicações da Ucrânia”.

Disse também que ao visar a ponte da Crimeia, a Ucrânia se tinha “colocado ao mesmo nível que os terroristas mais hediondos”.

“Não foi possível não responder”, afirmou aos membros do Conselho de Segurança da Federação Russa.

Sem precisar datas, Putin disse ainda que, no passado, o exército ucraniano atacou três vezes a central nuclear russa em Kursk (sudoeste), localizada a 85 quilómetros da fronteira com a Ucrânia, e tentou atacar o gasoduto TurkStream que liga a Rússia à Turquia através do Mar Negro.

Os bombardeamentos russos desta manhã foram condenados por vários aliados da Ucrânia, incluindo Portugal, e serão discutidos pelos líderes do G7 na terça-feira, numa videoconferência em que participará o Presidente ucraniano, Volodymyr Zelensky.

O grupo, que reúne os sete países mais industrializados do mundo, é constituído por Alemanha, Canadá, Estados Unidos, França, Itália, Japão e Reino Unido.

A União Europeia (UE) também está representada no G7.

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