Guerra Rússia-Ucrânia

O que são os drones kamikaze e porque são utilizados pela Rússia?

O que são os drones kamikaze e porque são utilizados pela Rússia?
Anadolu Agency

Uso é cada vez mais frequente. Apareceram pela primeira vez na guerra na Ucrânia em setembro.

Os drones kamikaze iranianos são baratos, facilmente lançados e conseguem provocar muita destruição. Foram desenvolvidos pela empresa pública iraniana que fabrica aeronaves.

Apareceram pela primeira vez na guerra em setembro, mas o uso de drones Shahed-136 pela Rússia tem sido cada vez maior.

O vídeo oficial de propaganda militar, publicado em março, revela bases de mísseis e equipamento desenvolvido pelo Irão. Um dos motivos de orgulho: o drone Shahed-136. Pesa 200 quilos, mede 3.5 metros por 2.5 de envergadura das asas e tem um alcance de até 1000 quilómetros. É lançado a partir de uma plataforma, dissimulável num comum camião de mercadorias.

Com um pequeno motor a hélice, que consegue velocidades até 185 quilómetros por hora, transporta 40 quilos de explosivos. Voa a média altitude e ao alcance de simples disparos de armas, a maior vulnerabilidade que tem. É de uso único e custa apenas 20 mil euros.

Embora proclame boas relações com Rússia e Ucrânia, Teerão nega ter fornecido drones ou qualquer equipamento militar.

Kiev diz que a Rússia comprou 2.400 drones Kamikaze ao Irão. Centenas começaram a ser entregues em agosto e setembro.

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De acordo com um especialista citado pelo The Guardian, estes drones são "difíceis de intecetar consistentemente", mas a velocidade no ar é lenta em relação aos mísseis de cruzeiro, o que significa que são uma "oportunidade" para a defesa aérea.

Rússia ataca Ucrânia com 43 drones kamikaze num só dia

A força aérea ucraniana afirma que a Rússia atacou, só esta segunda-feira, o território ucraniano com um total de 43 drones kamikaze, dos quais 37 foram abatidos por Kiev.

O representante do comando da força aérea ucraniana disse que os drones "voaram do sul, 43, dos quais 37 foram eliminados" e que "todas as forças e meios - aviação, sistemas de mísseis antiaéreos e outras forças de defesa - estiveram envolvidos".

"Pelo menos 86% dos aparelhos destruídos são Shahed (de fabrico iraniano). Este não é um mau resultado para estes alvos", referiu Ihnat.

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