Guerra Rússia-Ucrânia

Zelensky: "Estamos preparados para uma paz justa e equitativa"

Zelensky: "Estamos preparados para uma paz justa e equitativa"
SERGEY DOLZHENKO

Presidente ucraniano referiu que os combates "mais ferozes" estão concentrados na região do Donbass.

O Presidente ucraniano, Volodymyr Zelensky, garantiu esta sexta-feira que o seu país está preparado para "uma paz justa e equitativa" e negou a ideia que a Rússia está disposta a negociar o fim da guerra na Ucrânia.

A fórmula para alcançar a paz é o respeito pela Carta das Nações Unidas, pela integridade territorial da Ucrânia e seu povo, bem como uma punição para todos os culpados da Rússia pelo terrorismo e uma compensação total pelos danos causados, sublinhou o chefe de Estado ucraniano, no seu habitual discurso noturno diário dirigido à nação.

Para Zelensky, a atual "teimosia absolutamente sem sentido dos donos da Rússia é o melhor indicador de que tudo o que alguns líderes estrangeiros dizem sobre a sua alegada vontade de negociar é igualmente falso".

"Quando alguém pensa em negociações, não procura uma forma de enganar todos ao seu redor, para enviar dezenas ou centenas de milhares de pessoas para o matadouro, mobilizadas ou na forma de alguns mercenários", realçou.

Para o Presidente da Ucrânia, é "importante" que o mundo perceba a retórica russa "como uma mentira" e "preste atenção apenas ao que o Estado terrorista realmente faz".

Num ponto da situação da frente de combate, Zelensky referiu que os combates "mais ferozes" estão concentrados na região do Donbass.

"O Exército russo já gastou [no Donbass] tantas vidas do seu povo e tanta munição quanta provavelmente não gastou nas duas guerras na Chechénia juntas", sublinhou.

No entanto, o número real de perdas da Rússia "está escondido da sociedade russa", garantiu ainda.

"Eles até esconderam a sua mobilização e agora estão simplesmente a mentir ao seu povo, ao dizer que a mobilização foi concluída. A verdade é que nas regiões da Rússia e no nosso território ocupado ainda estão a reunir pessoas para enviá-las para a morte", vincou.

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