Guerra Rússia-Ucrânia

Rússia intensifica ofensiva na região de Kherson, pelo menos 15 civis mortos

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A Rússia intensifica a ofensiva na região de Kherson. Os bombardeamentos mataram ontem pelo menos 15 civis.

A Rússia intensifica a ofensiva na região de Kherson. Os bombardeamentos mataram ontem pelo menos 15 civis. Mais de seis milhões de residências continuam com cortes de energia, após os intensos ataques da Rússia contra infraestruturas energéticas naquele país, adiantou o Presidente ucraniano, Volodymyr Zelensky.

"Os 'blackouts' continuavam esta noite [sexta-feira] na maioria das regiões e em Kiev. Mais de seis milhões de lares no total", em comparação com quase 12 milhões na quarta-feira, o dia em que ocorreu o bombardeamento russo em massa, sublinhou Zelensky no seu habitual discurso noturno diário publicado nas redes sociais.

Kiev, com cerca de 600.000 casas sem eletricidade à noite, e a sua região, assim como as províncias de Odessa (sul), Lviv, Vinnytsia (oeste) e Dnipropetrovsk (centro-leste), são as mais afetadas pelos cortes, acrescentou o governante.

Zelensky voltou a apelar aos ucranianos para que economizem eletricidade nas áreas onde a energia foi restaurada.

A estratégia de Moscovo de bombardear instalações energéticas, seguida desde outubro num cenário de recuos militares, é considerada "crime de guerra" pelos aliados ocidentais da Ucrânia e qualificada como um "crime contra a humanidade" pelo Presidente ucraniano, Volodymyr Zelensky.

A Rússia, por seu lado, afirma visar apenas infraestruturas militares e atribui os cortes de energia aos disparos das defesas aéreas ucranianas.

O chefe de Estado ucraniano visitou Vyshgorod, um cidade a norte de Kiev, onde os ataques causaram seis mortos e dezenas de feridos na quarta-feira.

As autoridades ucranianas estimam que cerca de 50% das instalações de energia da Ucrânia foram danificadas nos recentes ataques.

A eletricidade está parcialmente restaurada e "o sistema energético está mais uma vez ligado ao sistema energético da União Europeia", explicou.

A ofensiva militar lançada a 24 de fevereiro pela Rússia na Ucrânia causou já a fuga de mais de 13 milhões de pessoas -- mais de seis milhões de deslocados internos e mais de 7,8 milhões para países europeus -, de acordo com os mais recentes dados da ONU, que classifica esta crise de refugiados como a pior na Europa desde a Segunda Guerra Mundial (1939-1945).

A invasão russa -- justificada pelo Presidente russo, Vladimir Putin, com a necessidade de "desnazificar" e desmilitarizar a Ucrânia para segurança da Rússia - foi condenada pela generalidade da comunidade internacional, que tem respondido com envio de armamento para a Ucrânia e imposição à Rússia de sanções políticas e económicas.

A ONU apresentou como confirmados desde o início da guerra 6.595 civis mortos e 10.189 feridos, sublinhando que estes números estão muito aquém dos reais.