Guerra Rússia-Ucrânia

Kiev denuncia "aumento drástico" da violência sexual como arma de guerra

Kiev denuncia "aumento drástico" da violência sexual como arma de guerra
Valentyn Ogirenko

O procurador-geral da Ucrânia acusou os militares russos de usarem deliberadamente a violência sexual como arma de guerra "para humilharem os ucranianos".

O procurador-geral da Ucrânia, Andrei Kostin, denunciou um "aumento drástico" no uso de violência sexual como arma de guerra no país por soldados russos.

Segundo a agência alemã DPA, Kostin acusou os militares russos de usarem deliberadamente a violência sexual como arma de guerra "para humilharem os ucranianos".

"Em muitos casos, as pessoas são violadas, torturadas e depois mortas por soldados russos. Muitas vezes, as violações acontecem em frente de familiares e crianças", explicou o procurador-geral, que detalhou que "todos os géneros e faixas etárias são afetados".

Kostin acrescentou que os comandantes russos costumam ordenar ou apoiar as violações.

Wenzel Michalski, diretor da Human Rights Watch para a Alemanha, confirmou que esta tem sido uma abordagem sistemática no contexto da violência que ocorreu desde o início da invasão da Ucrânia.

"Atos violentos cometidos por soldados, incluindo violações, não são punidos pelas lideranças militares e políticas russas. Pelo contrário, as forças que agem com particular brutalidade continuam a ser homenageadas", explicou Michalski.

Na sexta-feira, a comissão de inquérito da ONU que investiga a guerra na Ucrânia disse que a falta de resposta da Rússia para ter acesso aos territórios ocupados pelas forças armadas russas difi