Guerra Rússia-Ucrânia

Guerra na Ucrânia: Polónia já pediu autorização à Alemanha para enviar tanques

Guerra na Ucrânia: Polónia já pediu autorização à Alemanha para enviar tanques
KACPER PEMPEL

Em causa está o envio dos taques Leopard 2, de fabrico alemão, para as tropas ucranianas. Este envio poderá ter um impacto significativo no campo de batalha contra as tropas russas.

A Polónia pediu, oficialmente, autorização à Alemanha para enviar os seus tanques Leopard 2 para ajudar a Ucrânia na guerra contra a Rússia.

O anúncio foi feito esta terça-feira pelo ministro polaco da Defesa, Mariusz Błaszczak, através de uma publicação no Twitter.

"Os alemães já receberam o nosso pedido de consentimento para a transferência de tranques Leopard 2 para a Ucrânia. Apelo também ao lado alemão para se juntar à coligação de países que apoiam a Ucrânia com tanques Leopard 2. Esta é a nossa causa comum, porque se trata da segurança de toda a Europa!"

Esta terça-feira, após um encontro com o secretário-geral da NATO, Jens Stoltenberg, o ministro alemão da Defesa, Boris Pistorius, encorajou os países que querem fornecer os blindados a iniciarem o treino das tropas ucranianas.

“Encorajei expressamente os países parceiros que têm tanques Leopard prontos para serem destacados para treinar as forças ucranianas nesses tanques.”

Para além disto, o ministro garantiu ainda que a Alemanha "não é um obstáculo" e que a decisão sobre a entrega dos tanques deverá estar para breve.

Tanques podem dar novo alento à Ucrânia

Em causa está o envio dos taques Leopard 2, de fabrico alemão, para as tropas ucranianas. Esta aquisição da parte da Ucrânia poderá ter um impacto significativo no campo de batalha com as tropas russas.

O Presidente ucraniano, Volodymyr Zelensky, e os países da União Europeia e da NATO têm pressionado Berlim para o envio destes carros de combate.

Na segunda-feira, o Governo alemão ainda não tinha recebido pedidos de outros países para autorizar a entrega dos tanques. No entanto, garantiu que os pedidos, que fossem formalizados, seriam analisados com rapidez e cuidado.

No domingo, a ministra alemã dos Negócios Estrangeiros, Annalena Baerbok, garantiu que a Alemanha não seria um obstáculo.

"Quem vai ter de pagar por esta pseudo ajuda vai ser o povo ucraniano"

Perante a possibilidade cada vez mais certa do envio dos blindados para a Ucrânia, o Kremlin afirmou que "todos os países, que de um modo ou outro participam no envio de armamento e no aumento do nível tecnológico das forças ucranianas, vão ser responsabilizados".

"O mais importante é que quem vai ter de pagar por todas estas ações, por esta pseudo ajuda, vai ser o povo ucraniano", afirmou Dmitri Peskov, porta-voz do Kremlin.

Na segunda-feira, Peskov notou ainda "nervosismo" por parte da NATO e aliados, referindo-se à falta de acordo na reunião do Grupo de Contacto para a Defesa da Ucrânia, sobre a entrega dos blindados a Kiev.

“Todos estes malabarismos jurídicos que vemos, a troca de declarações entre as capitais europeias...Vemos como algumas capitais europeias, incluindo Varsóvia, ameaçam isolar Berlim internacionalmente (…) Tudo isto mostra como cresce o nervosismo entre os membros da Aliança Atlântica.”

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