Guerra Rússia-Ucrânia

Navio carregado de trigo parte de porto ucraniano em direção ao Egito

É a segunda vez numa semana que é usado um corredor criado por Kiev para evitar o bloqueio e ameaças russas.

O navio Aroyat, com bandeira de Palau, numa foto obtida nas redes sociais e divulgada em 22 de setembro de 2023.
O navio Aroyat, com bandeira de Palau, numa foto obtida nas redes sociais e divulgada em 22 de setembro de 2023.
OLEKSANDR KUBRAKOV via X / via REUTERS

Um navio com trigo saiu do porto ucraniano Tchornomorsk para o Egito, anunciaram hoje as autoridades ucranianas, a segunda vez numa semana em que é usado um corredor criado por Kiev para evitar o bloqueio e ameaças russas.

"O navio Aroyat deixou o porto de Tchornomorsk carregado de 17.600 toneladas de trigo ucraniano com destino ao Egito", indicou o ministro das Infraestruturas ucraniano, Oleksandre Koubrakov, na rede social X (ex-Twitter).

Um primeiro navio carregado de trigo já tinha saído em segurança do mesmo porto a 19 de setembro, numa altura em que a Ucrânia procura estabelecer rotas marítimas seguras para escoar a produção agrícola.

Isto depois de Moscovo ter abandonado, em julho, um acordo que permitia a exportação de produtos agrícolas ucranianos, essenciais para a economia do país e para a segurança alimentar mundial, através do Mar Negro.

Estes corredores marítimos, as costas dos países aliados até ao Bósforo, desafiam as ameaças russas de afundar os navios que entram e saem dos portos da Ucrânia.

A Rússia não atacou estes corredores, mas bombardeia regularmente as instalações de cereais nos portos ucranianos.

Cargueiro "Aroyat"
Loading...

Kiev quer estabelecer vias de aprovisionamento para África, que tem grande necessidade da produção ucraniana, e aí contrariar a influência russa, já que Vladimir Putin prometeu este verão a certos Estados africanos a entrega gratuita de trigo.

A Rússia e a Ucrânia são duas grandes potências agrícolas cuja produção é crucial para a segurança alimentar mundial. A invasão russa da Ucrânia e as sanções internacionais contra Moscovo desestabilizaram o abastecimento.