Guerra Rússia-Ucrânia

Enquanto se negoceia a paz, Rússia diz que abateu dezenas de drones ucranianos em Kursk

A região fronteiriça de Kursk, que esteve ocupada durante sete meses, seria uma moeda de troca para a recuperação de territórios ucranianos ocupados pela Rússia. Milhares de militares já perderam a vida em intensos combates.

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A Rússia anunciou que abateu dezenas de drones na região de Kursk, enquanto Kiev garante que as operações estão a decorrer conforme o planeado. A retirada das forças ucranianas de Sudhza, a maior cidade de Kursk, no oeste da Rússia, marca mais um avanço das tropas de Moscovo nesta frente de batalha.

O Ministério da Defesa russo revelou que, nas últimas horas, mais de 220 soldados ucranianos foram mortos ou ficaram feridos. A Rússia também anunciou a destruição de material de guerra, o abate de dezenas de drones e o realojamento de quase 400 pessoas na região, com a entrega de alimentos e assistência médica.

Por outro lado, as forças ucranianas afirmam que as operações em Kursk estão a decorrer como planeado e que conseguiram travar a ofensiva russa em várias zonas do interior do país. O exército ucraniano utilizou Sudhza como um importante centro logístico.

De acordo com os meios de comunicação russos, Kiev ainda está a atacar esta cidade russa com artilharia e drones, provavelmente para cobrir a retirada das restantes tropas. Os ucranianos agora lutam para manter uma zona-tampão, impedindo um novo assalto russo a Sumy, localizada a menos de 10 quilómetros de distância.