A quatro dias antes do importante encontro que vai juntar Vladimir Putin e Donald Trump no ex-território russo, no Alasca, para debater a paz na Ucrânia, Manuel Poêjo Torres analisa os contornos desde encontro e o simbolismo em torno da escolha do local para a reunião bilateral entre os Presidentes dos EUA e da Rússia.
"O local é importante, não apenas por ter sido um território que já pertenceu ao Império Russo, não apenas por ter sido um território que foi cedido aos EUA, não por locação, mas por compra, um contrato de compra e venda, por uma pechincha, foi uma compra muito bem feita pelos EUA, mas por ser uma viagem curta também para Vladimir Putin", refere o comentador da SIC.
Poêjo Torres explica que Vladimir Putin não se esquece do que aconteceu ao líder do grupo Wagner, Yevgeny Prigozhin, cujo avião teve um acidente a meio do voo e caiu, provavelmente, por causa de uma bomba a bordo.
"É reconhecido que Putin não viaja de avião e faz viagens, quando diz que tem que fazer, viagens muito curtas. Agora aqui falta perceber se de facto vai de comboio até Vladivostok e se apanha um voo curto ou se faz de facto uma viagem de 10 horas de avião, o que pode colocar em perigo a continuação desta linha política", realça.
"Neste momento, o Cáucaso, o Alasca, O Alasca e a Rússia. A Rússia, a Europa e a Ucrânia são tudo territórios que estão interligados por via daquilo que é uma política e uma tentativa de reconciliação entre Estados beligerantes.
No meio, no seio de tudo isto, está Donald Trump, de olhos fechados, sem querer olhar nem para Putin, nem para Zelensky, mas tentando ser um mediador que vai olhar com justiça e com certeza para a concertação de esforços", acrescenta o comentador da SIC.
Este é uma das questões em foco na análise à atualidade internacional no habitual explicador do Jornal do Dia, esta segunda-feira com Manuel Poêjo Torres.

