Guerra Rússia-Ucrânia

França decide manter presos tripulantes de navio russo suspeito de transportar drones para Dinamarca

Os dois indivíduos foram detidos na quarta-feira depois de um destacamento de soldados franceses ter abordado o navio, cujas manobras chamaram a atenção das autoridades francesas ao largo de Brest, costa atlântica de França.

França decide manter presos tripulantes de navio russo suspeito de transportar drones para Dinamarca
Ramberg

O Ministério Público francês decidiu esta quinta-feira manter presos preventivamente dois tripulantes de um petroleiro russo, ao largo de Brest, suspeitos de envolvimento no envio de drones para a Dinamarca.

De acordo com a imprensa francesa, o Ministério Público, que investiga a autenticidade do pavilhão do petroleiro, decidiu manter em prisão preventiva os dois tripulantes identificados como o capitão e o adjunto.

Os dois indivíduos foram detidos na quarta-feira depois de um destacamento de soldados franceses ter abordado o navio, cujas manobras chamaram a atenção das autoridades francesas ao largo de Brest, costa atlântica de França.

Do porto russo de Primorsk à costa francesa

O destacamento militar permanece a bordo do petroleiro, uma embarcação de 244 metros que zarpou do porto russo de Primorsk, perto de São Petersburgo, com destino à Índia.

O navio navegou na costa escandinava no dia 22 de setembro, o mesmo dia em que foram avistados aparelhos aéreos não tripulados (drones) no Aeroporto de Copenhaga, obrigando ao encerramento do espaço aéreo.

Três dias depois, o petroleiro rumou para o Canal da Mancha, mas a 28 de setembro desviou-se para se aproximar da costa francesa, onde foi abordado por uma fragata da Marinha de Guerra francesa.

No passado sábado, um destacamento militar abordou o petroleiro tendo a justiça francesa iniciado um processo.

Tripulação recusa dar informações

A investigação decorre das dúvidas sobre a autenticidade do pavilhão do navio, do Benim, e da recusa da tripulação em prestar as informações solicitadas pela fragata francesa.

O Presidente francês, Emmanuel Macron, referiu-se ao caso durante um debate ocorrido à margem da cimeira de Copenhaga, tendo defendido esforços no combate à frota de "petroleiros-fantasma" utilizada pela Rússia para contornar as sanções europeias.

"Ao intercetarmos estes navios, rompemos completamente a organização desta frota, e isso é essencial para aumentar a nossa pressão sobre a Rússia com o objetivo final de permitir à Ucrânia recuperar território", disse Macron.