Guerra Rússia-Ucrânia

Kiev e aliados querem linha da frente como "ponto de partida" para negociar com Rússia

Esta posição acontece depois de Donald Trump ter admitido que a Rússia vai ficar com o território conquistado na Ucrânia como parte de um possível acordo de paz.

Kiev e aliados querem linha da frente como "ponto de partida" para negociar com Rússia
Jonathan Ernst | Reuters

O Presidente ucraniano, chefes de Estados aliados de Kiev e líderes das instituições europeias defenderam, esta terça-feira, que "a linha da frente deve ser o ponto de partida para negociações" com a Rússia na guerra da Ucrânia.

"Apoiamos veementemente a posição do Presidente [norte-americano, Donald] Trump de que os combates devem cessar imediatamente e que a atual linha da frente deve ser o ponto de partida para as negociações. Continuamos comprometidos com o princípio de que as fronteiras internacionais não devem ser alteradas pela força", salientam os membros da chamada Coligação de Vontades, numa posição divulgada esta terça-feira.
"Estamos convictos de que a Ucrânia deve estar na posição mais forte possível - antes, durante e após qualquer cessar-fogo", adiantam na declaração conjunta os presidentes do Conselho Europeu, António Costa, e da Comissão Europeia, Ursula von der Leyen, bem como o Presidente ucraniano Volodymyr Zelensky.

Subscrevem ainda o chanceler alemão Friedrich Merz, o primeiro-ministro britânico Keir Starmer, o Presidente francês Emmanuel Macron, a primeira-ministra italiana Giorgia Meloni, o primeiro-ministro polaco Donald Tusk, a primeira-ministra da Dinamarca Mette Frederiksen, o primeiro-ministro norueguês Jonas Store e o Presidente finlandês Alexander Stubb.