Depois de tudo o que já disse sobre o conflito, Donald Trump mostra-se agora cético quanto a uma vitória da Ucrânia contra Rússia, embora não afaste completamente o cenário.
"Ainda a pode ganhar. Não creio que o faça, mas ainda a podem ganhar. Nunca disse que a iria ganhar. Pode acontecer qualquer coisa. Sabem que a guerra é uma coisa muito estranha. Acontecem muitas coisas más", disse o Presidente dos EUA aos jornalistas, na Casa Branca, antes de receber o primeiro-ministro australiano, Anthony Albanese.
Orlando Samões, analista de relações internacionais, considera que a posição de Trump em relação ao conflito é “essencial” e que, se ”movimentasse a pressão contra a Rússia, poderia reequilibrar as negociações".
"No entanto, Trump parece estar pouco comprometido ou ter algum tipo de vislumbre por Putin e não querer fazer frente", diz o analista à SIC Notícias, que prevê um final “que nunca será justo” para a Ucrânia.
“Não estamos bem num cessar-fogo em Gaza”
Os Estados Unidos continuam empenhados em restabelecer a ordem no Médio Oriente. Depois de Witcoff e Kushner, agora JD Vance chega a Israel para começar a pensar na segunda fase do acordo.
Um acordo que tem mostrado fragilidades, já que desde o início do cessar-fogo morreram pelo menos 97 palestinianos e ficaram feridas 230 pessoas.
“Estamos numa situação intermitente. Não estamos bem num cessar-fogo, mas também não estamos numa guerra de grande intensidade. Faz lembrar conflitos como em 2008 e 2014”, diz Orlando Samões.

