Na linha da frente, a situação não mudou muito nos últimos dias. O coronel Mendes Dias explica que se mantém a tendência russa, mantêm-se os contra-ataques da Ucrânia para tentar libertar as forças ucranianas na cidade de Pokrovsk.
Atualmente há também muitas dificuldades russas no combustível. “Não é inocente que no mês de setembro a Bielorússia enviou para a Rússia 49 mil toneladas de gasolina”.
“Há, por exemplo, nas unidades de infantaria ucraniana, mudando de lado, muita dificuldade em ter elementos de facto de infantaria, há batalhões vaziados, mas os russos também estão com problemas, estão com problemas na área logística,, por exemplo, apoio médico, recolha de mortos, água potável, alguns recursos alimentares.
”Obviamente que há sítios piores que outros, mas quer dizer, os problemas logísticos estão, digamos assim, para os dois lados”, explica o coronel,
De resto, explica o coronel, "em algumas regiões tem havido ataques com blindados, que não seria muito normal nos sítios onde foram (...) mas a situação mantém-se, baixas a rondar, as mil baixas de ambos os lados".
Este é um dos temas em análise no explicador do Jornal do Dia, esta segunda-feira , com o coronel Carlos Mendes Dias.

