As forças russas estão a apertar o cerco a Pokrovsk, na região de Donetsk, e a queda da cidade pode estar próxima. A Ucrânia admite que a situação é complexa, mas desmente que haja rendições ou que a cidade esteja prestes a cair.
Semanas depois de grupos de soldados russos terem sido detetados a infiltrar-se em Pokrovsk, os relatos descrevem uma situação caótica, com combates intensos e avanços e recuos sucessivos de ambos os lados, rua a rua, prédio a prédio.
Trata-se de uma guerra urbana implacável, onde os feridos, devido ao cerco, têm dificuldade em receber tratamento médico.
A propaganda russa assegura que dezenas de combatentes ucranianos se renderam e que as unidades de assalto do 2.º Exército continuam a dizimar as forças de Kiev. No entanto, o presidente Volodymyr Zelensky afirma que o maior número de baixas está do lado dos ocupantes.
Entre peritos e analistas, há quem defenda uma retirada controlada das forças ucranianas, considerada militarmente justificada para evitar uma mortandade.
Ainda assim, Kiev insiste que as forças russas controlam menos áreas da cidade do que afirmam e divulgou um vídeo que mostra soldados a hastear a bandeira ucraniana na câmara municipal de Pokrovsk.
Situada num ponto estratégico ferroviário e rodoviário, Pokrovsk é fundamental para o abastecimento da linha da frente. Caso caia em mãos russas, abrirá caminho à conquista de outras cidades, como Kramatorsk e Sloviansk, e garantirá ao presidente Vladimir Putin uma posição de vantagem em eventuais negociações.
Numa altura em que Kherson continua sob intensos ataques das forças russas, Angelina Jolie esteve na cidade, onde se reuniu com profissionais de saúde, voluntários e civis.
A antiga embaixadora da Nações Unidas passou também por Mykolaiv e destacou a resiliência das comunidades ucranianas que vivem sob ameaça constante.

