Os esforços para acabar com a guerra multiplicam-se, mas os ataques russos prosseguem. Volodymyr tem 77 anos e é pensionista. Acaba de perder a casa. Sobreviveu por um triz.
“Foi uma sorte não morrer ontem”, diz.
Estava na cama quando soaram as primeiras explosões. Foram provocadas pelo disparo de mais de uma dezena de drones contra a segunda maior cidade da Ucrânia, na madrugada desta segunda-feira.
Estilhaçaram edifícios, vidas e qualquer esperança de paz.
“Esperamos que as negociações corram bem. Querem esperar até estarmos todos mortos?”, questiona Volodymyr.
“Enquanto os políticos se sentam à mesa das negociações com uma caneta, nós somos atingidos por mísseis”, afirma outro morador.
Passo a passo, aldeia a aldeia, a Rússia aproveita o impasse nas negociações para ganhar tempo e terreno. Esta segunda-feira, reclamou a conquista de mais uma localidade na província de Zaporíjia.
