O presidente da Ucrânia elogia os avanços nas conversações sobre o plano de paz dos Estados Unidos da América (EUA), mas diz que ainda há muito a fazer. A questão da perda de território continua a ser o principal entrave.
Se, por um lado, Volodymyr Zelensky admite progressos nas conversações de paz, por outro, lembra que há linhas vermelhas que a Ucrânia não está disposta a deixar cair.
“As fronteiras não podem ser alteradas pela força, os criminosos de guerra não devem escapar à Justiça e o agressor deve pagar integralmente pela guerra que iniciou”, defendeu o líder ucraniano.
Donald Trump está otimista. Nas redes sociais, afirma que houve grande progressos e que algo de muito importante pode estar para acontecer. Isto numa altura em que se especula sobre uma possível deslocação de Zelensky à Casa Branca, ainda no rescaldo do encontro, em Genebra, entre delegações ucranianas, norte-americanas e europeias. Este encontro resultou em alterações ao plano inicial apresentado pelos EUA.
"Não recebemos nada", diz Rússia
A Rússia diz que tem ficado de fora destas conversações e que, para já, não estão previstos contactos para discutir este novo plano de paz.
“Oficialmente, ainda não recebemos nada”, declarou o porta-voz do Kremlin, Dmitry Peskov.
Enquanto continua à espera de ser incluída nas conversações, a Rússia intensifica os ataques contra a Ucrânia. Em Kharkiv, pelo menos quatro pessoas morreram e 17 ficaram feridas num ataque massivo com drones contra uma zona residencial.
Também as regiões de Chernihiv e Dnipropetrovsk foram alvos da artilharia russa. A Ucrânia diz que conseguiu abater 125 drones, mas não conseguiu intercetar mais de 30, que causaram impacto em 15 localizações diferentes.
Moscovo afirma que tomou mais três aldeias ucranianas, nas regiões de Donetsk e de Dnipropetrovsk e também mais uma na região de Zaporíjia.
