O ultimato de Donald Trump e as acusações de "zero gratidão" a Kiev marcaram o arranque das negociações em Genebra, onde EUA, Ucrânia e aliados tentaram salvar um plano de paz contestado. No final da reunião de ontem foi dito que houve progressos e as negociações foram "construtivas, focadas e respeitosas", sendo que Zelensky já esta manhã afirmou que o principal problema nas negociações é a exigência de Putin de reconhecimento legal das novas fronteiras.
Apesar da retórica diplomática dos últimos dias, o coronel Carlos Mendes Dias considera que não é possível afirmar que existam avanços reais no processo negocial. O especialista sublinha que apenas a leitura minuciosa das propostas permite perceber onde estão e onde não estão sinais de cedência.
Segundo o comentador da SIC, a nova contraproposta russa mantém questões centrais inalteradas, como a recusa em abdicar do controlo dos territórios ocupados, mas introduz mudanças subtis com impacto político e militar: da limitação do esforço militar ucraniano à inclusão implícita da NATO no debate sobre garantias de segurança.
"A Ucrânia compromete-se a não tentar recuperar militarmente os territórios ocupados. As futuras trocas de territórios serão negociadas, a partir da linha de contacto atual. Isto é o que está na contraproposta, e com aquela sensação de que ambos os lados também sabem a contraproposta", explica.
Este é um dos temas em análise no explicador do Jornal do Dia, com Carlos Mendes Dias, que avalia também a situação da guerra da Ucrânia no terreno.

