Guerra Rússia-Ucrânia

Explicador

História da relação Rússia-NATO: os discursos e os alertas de segurança

No explicador do Jornal do Dia, o coronel Mendes Dias recua quase duas décadas para lembrar avisos, sinais e reações que marcaram a relação entre Moscovo e a NATO.

Loading...

Carlos Mendes Dias explica que os alertas lançados por Vladimir Putin, desde 2007, foram sendo ignorados ou contrariados pela Aliança Atlântica, criando um ciclo de “ação-reação” que ajuda a perceber a perceção russa de ameaça e o lugar da Ucrânia neste impasse estratégico.

O comentador da SIC recorda o discurso de Putin na Conferência de Segurança de Munique, em 2007, o coronel destaca que o líder russo rejeitava a unipolaridade e criticava a expansão da NATO.

"O discurso do Sr. Presidente da Rússia em 2007, na Conferência de Segurança de Munique, é um discurso muito interessante, e que nós, já não nos recordamos.
Primeiro, falou do que era a segurança. Estávamos na conferência da segurança. Depois, da não aceitabilidade, da unipolaridade.
Falou que não era aceitável e que não era aplicável. Depois também falou que se tinha assistido, estamos em 2007, a um aumento da utilização da violência militar para cumprir objetivos".

Para Mendes Dias, estas declarações foram um aviso claro, recuperado hoje por Moscovo:

"O comprometimento de não estacionarem tropas da NATO para além da fronteira alemã é garantia de segurança para a Federação Russa. E a pergunta que Vladimir Putin faz hoje é onde é que ficaram estas garantias de segurança? Reparem que a questão da NATO está lá, típica, específica".

Os membros da NATO debateram hoje, em Bruxelas, o plano de paz para a Ucrânia. Sobre a reconstrução do país, o financiamento pode vir a ser feito através da dívida comum ou de ativos russos bloqueados.