Guerra Rússia-Ucrânia

UE mantém congelados ativos russos: o que está em causa?

De agora em diante, a União Europeia passa a conseguir manter os ativos russos imobilizados indefinidamente no espaço comunitário. A decisão foi aprovada esta sexta-feira por maioria, com os votos contra da Hungria e Eslováquia. 

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Até agora era preciso renovar, a cada seis meses, a imobilização de 210 mil milhões de euros em ativos do Banco Central da Rússia.

Evita-se assim, a partir de agora, o possível veto da Hungria, que levaria a descongelar o dinheiro e obrigaria a UE a devolvê-lo à Rússia.

É, portanto, um passo importante para a Europa poder emprestar dinheiro à Ucrânia. Embora o empréstimo ainda não tenha o acordo dos 27.

Estará em cima da mesa dos líderes na cimeira da próxima quinta-feira. No centro do processo dos ativos russos imobilizados está a Euroclear. A Euroclear é uma instituição financeira sediada em Bruxelas e que detém 185 mil milhões de euros em ativos russos.

A Rússia já reagiu: o Banco Central lançou uma ação judicial contra a Euroclear para "recuperação de danos" e acusa-a de impedir a libertação dos ativos.

“A nossa proposta é juridicamente sólida e está em total conformidade com o direito comunitário e internacional. Os ativos não são apreendidos e o princípio da imunidade soberana é respeitado”, afirma Valdis Dombrovskis, comissário europeu para a Economia.

Apesar das garantias europeias, a Bélgica continua preocupada com o risco de uma ação judicial russa bem sucedida. O país exige garantias e compromissos claros dos outros Estados-membros para se proteger juridicamente.

O plano de paz continua também em discussão. Volodymyr Zelensky prepara-se para visitar Berlim já na segunda-feira.