Guerra Rússia-Ucrânia

Volodymyr Zelensky diz que Vladimir Putin se está a preparar para mais um ano de guerra

Apesar de estarem a decorrer negociações, Vladimir Putin decidiu ofender os líderes europeus. Volodymyr Zelensky deixa o alerta: o Presidente da Rússia prepara-se para mais um ano de guerra, pelo menos, por isso os ucranianos não acreditam nos planos de paz.

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Em Zaporijia ainda se olha incrédulo para a perda violenta deste edifício residencial de nove andares. O prédio foi atacado por um drone na madrugada desta terça-feira e houve moradores que escaparam à morte por pouco. Estes sobreviventes só pedem que os esforços de paz deem finalmente frutos.

Os ucranianos sentem que as negociações não saem da estaca zero e há dirigentes europeus que também não se mostram particularmente confiantes.

"Isto é demonstrado pelos bombardeamentos incessantes de cidades e infraestruturas ucranianas, bem como contra a população indefesa, e confirmado pelas exigências irrazoáveis que Moscovo transmite aos seus interlocutores, sendo a principal relativa à porção do Donbass ainda não conquistada pelos russos", afirmou Giorgia Meloni, primeira-ministro da Itália.

Vladimir Putin veio ofender os líderes europeus e o presidente russo garante que conseguirá ficar com território ucraniano, palavras que para Volodymyr Zelensky são claras.

"Hoje ouvimos outro sinal de Moscovo de que se estão a preparar para o próximo ano de guerra. E estes sinais não são apenas para nós. É importante que os parceiros vejam isto."

Empréstimo a Kiev discutido em Bruxelas

Volodymyr Zelensky alerta que a Ucrânia pode ficar sem dinheiro para continuar o esforço de resistência já na primavera. Por isso, o presidente ucraniano segue para Bruxelas esta quinta-feira e vai sentar-se à mesa do Conselho Europeu, onde vai insistir para que os 27 entreguem a Kiev os mais de 210 mil milhões de euros de ativos russos congelados na União Europeia.

No entanto, a Bélgica, sede da maioria dos fundos, teme que seja ilegal entregar a Zelensky o dinheiro. Entretanto, no Reino Unido, o Governo anunciou que vai obrigar o magnata luso-russo Abramovich a entregar à Ucrânia 2,8 mil milhões de euros, montante que o antigo proprietário do Chelsea, próximo de Putin, conseguiu com a venda do clube inglês em 2022.

Mas Keir Starmer garante que o dinheiro servirá para ajudar as vidas destruídas pela guerra do Presidente da Rússia.