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Zelensky volta a apelar aos aliados europeus para tomarem decisão sobre ativos russos

O presidente da Ucrânia voltou a pedir aos aliados europeus uma decisão sobre os ativos russos congelados por causa das sanções a Moscovo. Perante uma Europa ainda dividida em relação ao tema, Volodimyr Zelensky insistiu na necessidade de usar estes ativos para financiar a defesa da Ucrânia.

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Longe dos corredores diplomáticos, onde todos os dias se anuncia a iminência de um acordo de paz, a guerra parece interminável. Em Zaporijia, três pessoas ficaram feridas quando um drone atingiu um edifício residencial num ataque que as autoridades ucranianas atribuem às forças russas.

Viktoria e os seus três filhos sobreviveram mas ficaram sem casa. Como explica esta mãe, as crianças "nem sequer tiveram oportunidade de ficar assustadas", talvez porque "se tenham habituado às explosões".

Ao fim de quase quatro anos de guerra, as forças leais a Kiev controlam ainda cerca de 20% do Donbass, a vasta área do leste da Ucrânia, rica em carvão e que Moscovo quer em troca de um acordo de paz.

Depois do encontro de Berlim com os enviados de Donald Trump, Volodymyr Zelensky admitiu que Washington e Kiev não estão de acordo em relação à cedência de território ucraniano. Uma ideia reiterada esta terça-feira nos Países Baixos.

"A Rússia invadiu a nossa casa. Está a destruir as nossas cidades, as nossas aldeias, a matar ucranianos, os nossos filhos. E, ao mesmo tempo, exige que cedamos partes do nosso território que nem sequer conseguiu conquistar. A Rússia mantém quase um milhão de soldados de ocupação no nosso território e, ainda assim, exige que a Ucrânia aceite limitações ao nosso direito de aderir a alianças e à nossa soberania", sublinhou Zelensky.

Nos arredores de Kupiansk, na região de Kharkiv, trava-se uma das mais intensas batalhas. As forças russas anunciaram o controlo desta cidade quase fantasma mas com uma localização estratégica, agora cercada por soldados e drones ucranianos.