Guerra Rússia-Ucrânia

Líderes europeus admitem liderar "força multinacional" na Ucrânia e reforçar apoio "sustentável" ao exército ucraniano

Vários líderes europeus reunidos em Berlim propuseram liderar uma força multinacional na Ucrânia, composta por contribuições voluntárias e apoiada pelos Estados Unidos, com o objetivo de garantir um apoio sustentável ao exército ucraniano, limitado a 800 mil militares.

Líderes europeus admitem liderar "força multinacional" na Ucrânia e reforçar apoio "sustentável" ao exército ucraniano
YVES HERMAN

Líderes de países europeus e da União Europeia propuseram, esta segunda-feira, liderar uma "força multinacional" na Ucrânia e fornecer apoio "sustentável" ao exército ucraniano, limitado a 800.000 soldados, segundo um comunicado emitido pelo Governo alemão.

Esta força seria "composta por contribuições de nações voluntárias e apoiada pelos Estados Unidos", que liderariam, por seu lado, um "mecanismo para monitorizar e verificar o cessar-fogo", anunciaram os líderes europeus.

Segundo a declaração, estes responsáveis concordaram com os EUA em "trabalhar em conjunto para fornecer à Ucrânia fortes garantias de segurança e medidas para apoiar a recuperação económica como parte de um acordo para pôr fim à guerra".

Isto incluiria "apoiar a Ucrânia no reforço das suas forças armadas, que deverão manter-se num nível de 800.000 soldados em tempo de paz". Também apelam à Rússia para aceitar "um cessar-fogo".

O documento sublinha que "agora cabe à Rússia mostrar a sua vontade de trabalhar por uma paz duradoura aceitando o plano de paz do Presidente Trump".

Segundo o mesmo texto, Moscovo deve "demonstrar o seu compromisso em pôr fim aos combates aceitando um cessar-fogo".

Líderes europeus reunidos em Berlim

A declaração foi emitida no âmbito de um encontro que decorre esta noite em Berlim, reunindo o chanceler alemão, Friedrich Merz, os primeiros-minsitros britânico, Keir Starmer; da Polónia, Donald Tusk; da Suécia, Ulf Kristersson; dos Países Baixos, Dick Schoof; da Noruega, Jonas Gahr Støre; bem como as chefes de Governo de Itália, Giorgia Meloni, e da Dinamarca, Mette Frederiksen, para além do Presidente francês, Emmanuel Macron.

Participam ainda na cimeira a presidente da Comissão Europeia, Ursula von der Leyen e o presidente do Conselho Europeu, António Costa. Todos estes líderes subscreveram a declaração, que se mantém aberta à adesão de outros países. Estão igualmente presentes no encontro o Presidente ucraniano, Volodymyr Zelensky, e o secretário-geral da NATO, Mark Rutte.