Guerra Rússia-Ucrânia

Berlim garante que cessar-fogo na Ucrânia está próximo, Kiev quer garantias de segurança

O chanceler da Alemanha garantiu que, em quase quatro anos de guerra, nunca esteve tão próximo um cessar-fogo na Ucrânia. Berlim é, por estes dias, a capital mundial do jogo diplomático, com a presença de Volodymyr Zelensky, vários líderes europeus e uma delegação dos Estados Unidos.

O Presidente da Finlândia, Alexander Stubb, o Primeiro-Ministro da Polónia, Donald Tusk, o Presidente de França, Emmanuel Macron, o Chanceler da Alemanha, Friedrich Merz, o Presidente da Ucrânia, Volodymyr Zelenskyy, Steve Witkoff, Jared Kushner, a Primeira-Ministra de Itália, Giorgia Meloni, na primeira fila da esquerda para a direita, Onas Gahr, o Secretário-Geral da NATO, Mark Rutte, a Primeira-Ministra da Dinamarca, Mette Frederiksen, Ursula von der Leyen, o Primeiro-Ministro da Holanda, Dick Schoof, e o Primeiro-Ministro da Suécia, Ulf Kristersson, na segunda fila da esquerda para a direita, posam juntos na Chancelaria em Berlim, Alemanha, na segunda-feira, 15 de dezembro de 2025.
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A capital da Alemanha assistiu a um dos dias de maior intensidade diplomática dos últimos tempos, com Volodymyr Zelensky, presidente da Ucrânia, a ser recebido pelo homólogo alemão, pela presidente do parlamento alemão e pelo chanceler Friedrich Merz.

Encontros à margem do segundo dia de negociações de paz entre Zelensky e os representantes dos Estados Unidos, Steve Witkoff, e o genro de Donald Trump.

Palavras diplomáticas que não escondem as dificuldades, sobretudo territoriais, quando correm rumores de que os negociadores americanos sugeriram a retirada dos ucranianos da região de Donetsk, cujas forças armadas ainda controlam 20%.

Pelo contrário, avanços parecem ter sido alcançados nas garantias de segurança, com um artigo semelhante ao quinto da NATO. A Ucrânia teria de prescindir das aspirações de pertencer à NATO, mas a Rússia não poria qualquer obstáculo à adesão à União Europeia.

Assuntos discutidos à mesa do jantar entre anfitriões alemães, ucranianos, negociadores americanos e os líderes de França, Reino Unido, Itália e outros, antes da continuação das conversações, previstas para a próxima semana, em Miami, nos Estados Unidos.