Ainda antes de as negociações terem tido início, a tensão já pairava no ar. O primeiro-ministro da Polónia resumiu desde logo o foco da cimeira: financiamento imediato à Ucrânia para que a guerra não se estenda.
Donald Trump suspendeu toda a ajuda a Kiev. Volodymyr Zelensky admite que, sem um acordo europeu sobre o uso dos ativos russos congelados, a Ucrânia ficará rapidamente sem dinheiro e com menor capacidade negocial. Há mais do que uma fórmula de financiamento em cima da mesa. A emissão de dívida conjunta exige unanimidade dos Estados-membros.
O empréstimo com base nos bens da Rússia congelados requer apenas maioria qualificada, mas a Bélgica não aceita as garantias da Comissão face à possível retaliação por parte de Moscovo. Parte dos 25 mil milhões de euros em fundos congelados que não estão depositados na Bélgica encontra-se em contas de bancos franceses.
Emmanuel Macron acredita que será encontrada uma posição comum. A paz, cujos alicerces tardam em consolidar-se, continua a ser o objetivo. Representantes russos deverão reunir-se com uma delegação norte-americana este fim de semana, em Miami. A caminho dos Estados Unidos seguem também negociadores ucranianos.
