Guerra Rússia-Ucrânia

Autoridades ucranianas anunciam reposição de energia após "apagão"

A falha, que afetou cidades como Kiev, Jitomir e Kharkiv, foi atribuída à acumulação de gelo e baixas temperaturas, não a um ciberataque. O incidente provocou uma reação em cadeia que também afetou a Moldova, numa altura em que ambos os países enfrentam temperaturas extremas.

Autoridades ucranianas anunciam reposição de energia após "apagão"
Alina Smutko

A linha de transmissão de alta tensão entre a Ucrânia e a Moldova, que sofreu uma falha técnica no sábado, deixando partes de ambos os países sem eletricidade, já foi reparada, anunciou este domingo o ministro da Energia ucraniano.

"Foram concluídas as reparações na linha de transmissão de alta tensão entre a Ucrânia e a Moldova. Isto acrescenta 500 megawatts de capacidade para estabilizar o fornecimento de energia no sul", escreveu Denys Shmygal na rede Facebook.

Anteriormente, tinha sido anunciado que vários serviços afetados pela falha de energia, como o abastecimento de água e a circulação do metro de Kiev, que foram subitamente interrompidos, já tinham sido repostos.

O Presidente ucraniano, Volodymyr Zelensky, disse, no seu pronunciamento diário no sábado, que não havia indícios de um ciberataque e esclareceu que a falha pode ter sido provocada pela acumulação de gelo e pelas baixas temperaturas.

O sistema elétrico, já fragilizado por sucessivas vagas de bombardeamentos russos, foi afetado no sábado com inesperados "apagões" nas suas principais cidades, incluindo Kiev e Jitomir, na Ucrânia central, e Kharkiv no nordeste, somando-se aos cortes programados que o país tem vindo a realizar diariamente há meses devido à escassez de energia.

A interrupção provocou uma reação em cadeia com o colapso simultâneo de várias linhas de alta tensão, que também afetou a vizinha Moldova, onde grande parte da capital, Chisinau, ficou sem energia.

A Rússia e a Ucrânia concordaram com um cessar-fogo parcial nos ataques contra os respetivos sistemas energéticos, em plena vaga de frio extremo, em que as temperaturas deverão descer para entre -20 e -30 graus Celsius na noite deste domingo, último dia da trégua, segundo o Kremlin.


Com LUSA