Incêndios em Portugal

O que mudou na estratégia dos líderes portugueses na resposta aos incêndios?

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Área ardida até 15 de julho é a maior desde 2017, ano da tragédia de Pedrógão Grande. 

A área ardida em Portugal já é superior aos valores de todo o ano passado. Até 15 de julho, os números só são ultrapassados por 2017, o ano da tragédia de Pedrógão Grande. Na altura, o Presidente da República e o Governo deslocaram-se aos locais dos fogos, mas agora a estratégia foi alterada.

Na noite de sábado, 17 de junho de 2017, o Presidente fez se à estrada. Chegou a Pedrógão antes do primeiro-ministro e deixou uma palavra taxativa.

Agora, a estratégia mudou.

Marcelo segue as recomendações e o Governo também. Esta semana o primeiro-ministro e o ministro da Administração Interna não perderam uma oportunidade de mostrar que não faltam meios, mas longe do fogo.

Há 5 anos, Costa visitou os concelhos afetados logo no segundo dia. Agora à distância pede mais cuidado a todos. A viagem a Moçambique no início da semana foi cancelada. Depois de, no passado, o primeiro-ministro ter sido acusado de estar ausente. Agora, Costa mantém a agenda. Ainda esta sexta-feira inaugurou a maior central solar flutuante da Europa no Alqueva.

Este ano, já arderam 38 mil hectares em Portugal, mais do que em todo o ano passado.

Até 15 de julho, os números só são ultrapassados por 2017, uma tragédia que motivou várias conclusões. As da comissão parlamentar de inquérito, em 2021, sublinhavam que na prevenção dos incêndios pouco ou nada tinha sido feito.