Incêndios em Portugal

Patrulhas de vigilância aos incêndios já percorreram o equivalente a 7,5 voltas ao mundo

Patrulhas de vigilância aos incêndios já percorreram o equivalente a 7,5 voltas ao mundo
Horacio Villalobos

Mais de 10.000 militares dos três ramos estiveram empenhados em cerca de 2.200 missões de vigilância e deteção de incêndios.

As patrulhas militares que estiveram envolvidas na vigilância e deteção de incêndios este verão percorreram 302.176 quilómetros, o equivalente a 7,5 voltas ao mundo, pela linha do equador, disse esta terça-feira a ministra da Defesa.

Helena Carreiras esteve hoje à tarde com uma patrulha do Exército na vigilância aos incêndios rurais, tendo ouvido a explicação dos responsáveis pelas Forças Armadas do papel que os militares têm cumprido no dispositivo.

Foram mais de 10.000 militares dos três ramos empenhados em cerca de 2.200 missões de vigilância e deteção de incêndios, rescaldo, engenharia e apoio logístico, "no âmbito de protocolos vários entre o Exército e as Forças Armadas, a partir do apoio do Comando Conjunto de Operações Militares com várias entidades locais e outras entidades nacionais e sob a direção da ANEPC [Autoridade Nacional de Emergência e Proteção Civil] e GNR, conforme os diferentes protocolos e circunstâncias", disse a ministra da Defesa.

Segundo a Helena Carreiras, foram ainda efetuadas "cerca de 1.400 horas de voo nos diferentes meios aéreos das Forças Armadas encarregues de apoiar a ANEPC na vigilância e deteção de incêndios".

"Quero fazer um agradecimento muito especial e muito sentido a todos os militares, sobretudo do Exército, mas também dos outros ramos das Forças Armadas, e às entidades envolvidas, que fizeram um trabalho extraordinário, magnífico, de grande disponibilidade", reforçou a ministra.

Helena Carreiras destacou o "trabalho extraordinário" dos militares, que não se cinge apenas aos meses de verão, mas continua "no resto do ano proporcionando segurança às populações".

"Foi-me referido, por várias vezes, a importância da presença dos militares no terreno" também como aspeto "dissuasor", "na vigilância e no apoio às populações, no apoio logístico também às várias outras entidades, bombeiros, proteção civil, etc, que estão no terreno".

Um trabalho também no "rescaldo" e em "tarefas mais especializadas em engenharia" ou "no apoio logístico, com a alimentação e o conjunto de outros bens que são necessários para apoiar o trabalho de proteção".

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