Incêndios em Portugal

O mapa dos incêndios: população preocupada em Odemira e Leiria

As chamas não têm dado tréguas aos bombeiros e, esta segunda-feira, dois grandes incêndios em Odemira e Leiria mobilizaram mais de mil operacionais durante a tarde. Quatro pessoas foram hospitalizadas, incluindo três bombeiros.

O mapa dos incêndios: população preocupada em Odemira e Leiria
PAULO CUNHA

Num dia em que as temperaturas ultrapassaram os 40ºC em vários pontos do país, os incêndios foram motivo de preocupação. No total, esta segunda-feira, estiveram no terreno, a combater as chamas, mais de 3.000 operacionais.

Apesar de esta segunda-feira mais de 120 concelhos terem estado em perigo máximo de incêndio, o Governo decidiu não declarar, “para já”, situação de alerta.

As situações mais críticas aconteceram em Odemira e Leiria. Só nestas duas ocorrências estiveram reunidos mais de mil operacionais durante a tarde.

A informação sobre o número de operacionais no terreno pode ser consultada, ao minuto, no site da Proteção Civil.

1.400 pessoas retiradas de casa em Odemira

Moradores de São Teotónio abandonam as suas casas devido ao fumo intenso do incêndio no concelho de Odemira.
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No combate ao fogo que no sábado à tarde deflagrou em povoamento florestal em São Teotónio, Odemira, no distrito de Beja, estiveram durante a tarde mais de 800 operacionais, apoiados por mais de 250 veículos e 10 meios aéreos. Entretanto, ao cair da noite, os meios aéreos desmobilizaram.

1.400 pessoas foram “retiradas de forma preventiva” das suas casas, anunciou a Proteção Civil, que fez um balanço da situação na tarde desta segunda-feira [por volta das 19h], quando mais dados foram revelados:

  • 18 pessoas (14 bombeiros) foram assistidas
  • Quatro (três bombeiros e um civil) hospitalizadas
  • Mais de 6.700 hectares destruídos

Autarca de Leiria diz que “meios são insuficientes”

Incêndio em Leiria obriga ao corte da A1 entre Fátima e Leiria
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No distrito de Leiria os operacionais dividiram-se por dois teatros de operações: em Caranguejeira e em Arrabal.

O presidente da Câmara de Leiria, Gonçalo Lopes, afirmou, em declarações à SIC, que “a população está muito preocupada” e “os meios são insuficientes” no combate às chamas. Para o autarca, é claro a causa dos incêndios: fogo posto.

“Não há grandes dúvidas sobre isso. (…) São pessoas que provocam o pânico e o terror ano após anos”, atirou Gonçalo Lopes, deixando um apelo às autoridades para que consigam “encontrar mecanismos” para impedir essa ações.

Fogo em Vila do Conde com três frentes ativas

Entretanto, um incêndio que deflagrou em Arcos, concelho de Vila do Conde, distrito do Porto, levou, na noite de segunda-feira, ao corte da A7 nos dois sentidos.

Num balanço pelas 23:00, fonte do Comando Sub-regional da Área Metropolitana do Porto referiu que o incêndio continuava com três frentes ativas, com uma a ceder aos meios.

Ourém e Castelo Branco em resolução

As chamas ainda mobilizam centenas de operacionais em Ourém e Castelo Branco, mas, segundo o site da Proteção Civil, os incêndios já estão em fase de resolução.

Em Lordelo o fogo foi dominado e a A42 foi reaberta ao trânsito.

[Artigo atualizado às 00:45 de 08/08/2023]