Até meados de setembro o país olhava para um dos anos mais tranquilos no que toca a incêndios florestais: sem fogos de grande complexidade, com algum trabalho para a Proteção Civil, mas muito abaixo de anos anteriores.
Até 15 de setembro o país somava pouco mais de 5.600 ocorrências e a área ardida era pouco superior a 17 mil hectares. Mas tudo mudou na segunda-feira de 16 de setembro e em apenas cinco dias o país somou 704 ocorrências, ultrapassou os 6.300 incêndios e passou para quase 137 mil hectares destruídos pelo fogo.
Quando foi preciso pedir ajuda às regiões vizinhas, começaram as críticas à Proteção Civil. A gestão de meios mudou em 2023, o então ministro da Administração Interna José Luís Carneiro colocou em marcha uma espécie de regionalização da Proteção Civil.
Fragmentou os anteriores 18 comandos distritais em 24 comandos sub-regiões.
Várias federações de bombeiros e a própria Liga defendem a reversão da medida que desmembrou a Proteção Civil em sub-regiões. A resposta terá agora de ser dada pelo Governo.
