Depois do grande incêndio que atingiu a Serra do Alvão e que durou vários dias a apagar, outro deflagrou em Quintelas ao início da noite desta segunda-feira, em Vila Real. Chegou a ser o único ativo no país.
A rápida intervenção dos bombeiros durante a noite e dos meios aéreos ao início da manhã desta terça-feira impediram o avanço das chamas. O incêndio foi dado como dominado.
Agora, é tempo para fazer contas aos prejuízos, e o que mais preocupa são os animais. O fogo destruiu o pasto que servia para alimentar o gado e a única fonte de rendimento de quem aqui vive.
Venâncio Faria, por exemplo, emigrou para a Suíça na década de 90 e, há dois anos, regressou à terra que o viu nascer para continuar com o negócio do pai. Os produtores estão a recorrer às reservas do inverno para conseguirem alimentar os animais, mas há casos em que não chega.
Donativos começam a chegar às regiões afetadas
À aldeia de Favais, em Ribeira de Pena, chegaram dois camiões com 64 rolos de palha e 64 de feno. A iniciativa partiu de um empresário de Leiria que atua no setor imobiliário.
A Luís Sousa juntaram-se os agricultores da região de Grândola, que ofereceram palha. E já está a caminho um terceiro camião com mais donativos. A Confederação dos Agricultores Portugueses (CAP) ajudou no transporte, assim como o Município de Ribeira de Pena.
Desde o início de agosto já arderam mais de sete mil hectares na Serra do Alvão, 1.500 dos quais no Parque Natural.

