O Governo aprovou apenas 20 candidaturas das mais de 140 feitas pelos bombeiros e autarquias para a criação de equipas de intervenção permanente. Este reforço teria garantido a integração de mais de 700 bombeiros no sistema de Proteção Civil. A Liga de Bombeiros não compreende a posição do Executivo.
Uma equipa de intervenção permanente garante durante oito horas por dia a presença de cinco bombeiros nos quartéis. Não apenas para acidentes e emergências, mas também para os incêndios, o que faz toda a diferença nos territórios onde o recrutamento de voluntários é cada vez mais difícil.
A nível nacional, os corpos de bombeiros e as autarquias fizeram148 candidaturas para novas equipas permanentes, mas o Governo decidiu aceitar apenas 20 - ou seja, sete vezes menos do que os pedidos feitos.
Se todas as candidaturas fossem aceites, o dispositivo de Proteção Civil teria um incremento de mais de 700 operacionais disponíveis; mas a opção foi ficar só com 100 novos bombeiros.
“Enquanto o Governo não se decidir rapidamente a alterar o sistema (...), vamos ter, todos os anos, estes encalhes permanentes”, alerta António Nunes, o presidente da Liga dos Bombeiros Portugueses.
Muitos dos corpos de bombeiros que viram rejeitada a candidatura aguardam esclarecimentos sobre os critérios que levaram a Autoridade Nacional de Emergência e Proteção Civil a escolher estas 20 candidaturas do total de 148.
