Jogos Olímpicos

Tóquio2020. Seleção de refugiados permanece em Doha após caso de infeção

Edgar Su

Três dos atletas da seleção de refugiados não pôde integrar o estágio em Doha.

A seleção olímpica de refugiados que vai participar em Tóquio2020 vai permanecer em Doha, adiando a viagem para o Japão, após um caso de infeção entre um dos elementos da comitiva, informou esta quarta-feira o Comité Olímpico Internacional (COI).

A equipa olímpica de refugiados cumpre um estágio no Qatar, com 26 dos 29 atletas selecionados e 11 responsáveis, tendo um deles, nos testes à covid-19 anteriores à viagem para a capital nipónica, revelado infeção ao novo coronavírus.

"O responsável, que foi imediatamente isolado pelas autoridades públicas do Qatar, está assintomático e a sentir-se bem. O mesmo foi vacinado com apenas uma dose e seguiu todas as regras anteriores à sua viagem para o estágio", lê-se no comunicado do COI.

Mesmo assim, o COI decidiu que "a equipa não vai viajar já para o Japão e vai continuar os seus treinos em Doha, enquanto vai ser testada diariamente", a fim de serem decididos os "próximos passos".

Três dos atletas da seleção de refugiados não pôde integrar o estágio em Doha. Dois deles, o judoca Ahmad Alikaj e lutador de taekwondo Abdullah Sediqi, têm hoje chegada prevista a Tóquio, onde vão ser acompanhados pelo treinador Alireza Nassrazadany.

Entre os elementos convocados para Tóquio2020, e para o estágio em Doha, está o velocista congolês do Sporting Dorian Keletela, há cinco anos acolhido em Portugal, que vai participar na prova olímpica dos 100 metros.

Keletela, de 22 anos, é um dos atletas apoiados pelo Comité Olímpico de Portugal (COP), no âmbito do Programa Viver o Desporto -- Abraçar o Futuro, sendo orientado pelo português Francis Obikwelu, vice-campeão olímpico na distância em Atenas2004.

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